domingo, 25 de setembro de 2016

GILBERT BÉCAUD

Gilbert Bécaud, cujo verdadeiro nome era François Gilbert Silly Leopold, nasceu em Toulon em 24 de outubro de 1927. Assim como sua mãe musicista, ele integrou o Conservatório de Nice com a idade de nove anos.
Em 1942 a família mudou-se para Paris e, em seguida, segue-se o curso de um grande músico. A guerra terminou, o jovem François pôde dedicar-se a sua arte.
Adotou o nome de seu pai: Bécaud.

Em 1950, cumpre o seu primeiro sucesso em co-escrever canções para Edith Piaf (Je t'ai na pele). Três anos mais tarde ele gravou suas primeiras canções e celebrou o nascimento de seu primeiro filho (ele teve cinco filhos: Gaya, Philippe, Anne, Emily e Jennifer).
Gilbert foi cantor, compositor e ator francês, conhecido como Monsieur 100,000 Volts pelos seus espectáculos cheios de energia.
Autor de mais de 400 músicas, muitas de sucesso internacional - o principal deles foi a desesperada canção "Et Maintenant", que Frank Sinatra e Barbra Streisand gravaram, em inglês, com o nome de "What now My Love".
Outros números brilhantes de seu repertório - sempre de canções desesperadas eram "Nathalie", "L'Important C'Est la Rose", "Au Revoir", "Je Reviens te Chercher",
"Quand Il Est Mort le Poete".
A valsa "Bateau Blanc", delicada, é muito citada em filmes comerciais, como música incidental em trilhas sonoras cinematográficas, nem sempre com crédito para o autor.
Nascido em Toulon, no dia 27 de outubro de 1927, criado em Nice, estudou música desde a infância.
Cursou o Conservatório de Nice e tinha 19 anos quando começou carreira profissional, como pianista.

Talvez um exagero. Bécaud fez de tudo em música, inclusive trilhas para teatro e cinema, mas seu grande êxito foi na canção popular. Seja como for, para ela levou a teatralidade característica da ópera.
Havia quem o considerasse exagerado, de um comportamento teatral calculado para emocionar as platéias - que adoram, no mundo inteiro, comportamentos exóticos.

O jornalista e compositor Nelson Motta escreveu, numa das vezes em que Bécaud esteve aqui, nos anos 70, que estava chegando ao País o mais execrável representante
da cafonália.
O cantor, pianista e compositor francês Gilbert Bécaud morreu em 2001, aos 74 anos, vítima de um câncer no pulmão.


domingo, 18 de setembro de 2016

DISCOTECA HIPPOPOTAMUS

Inaugurada em outubro de 1977, o "Hippopotamus", o Hippo, a boate carioca que era o segundo lar de muita gente em busca de bom papo e diversão.

Famosos nacionais e internacionais freqüentavam o local: Elton John, Prince, Silvia Amélia de Mello Franco Chagas, Danuza Leão, Jô Soares, Émerson Fittipaldi, Gal Costa e Pelé, entre outros e fez história na cidade por concentrar o maior número de gente famosa por metro quadrado. Antes um clube restrito aos sócios, o Hippo abriu as portas para o público em geral, promovendo festas variadas.
Para entrar na boate era preciso ser sócio ou famoso. No segundo andar, funcionava um restaurante. No primeiro, ao fundo da pista ( iluminada por um lustre gigante, sem jogo de luz), havia um jardim tropical com água escorrendo ininterruptamente. Reza a lenda que era para os clientes acreditarem que estava chovendo, que não daria praia no dia seguinte, e que a noite não precisava ter hora para acabar. E não tinha mesmo, de segunda a segunda.

Algumas cenas da novela “Dancin’ days” foram gravadas lá, aumentando a aura de glamour do local. Atores da novela, exibida em 1978, Lauro Corona e Glória Pires costumavam se acabar na pista de dança. Em 2001 a Hippoptamus encerrou suas atividades, porém pelo enorme sucesso do local e do gênero musical (disco) ficaram várias compilações musicais das trilhas que eram tocadas no local.


domingo, 11 de setembro de 2016

BOOKER T. & THE M.G.'S

Booker T. & the M.G.'s é uma banda americana de soul instrumental, especialmente popular durante as décadas de 1960 e 70. Costumam ser associados com a gravadora americana Stax Records, e classificados no subgênero do Memphis soul. Foram uma das primeiras bandas integradas racialmente na era do rock. Ficaram conhecidos por seu sucesso instrumental "Green Onions", de 1962, e por terem feito da banda da casa para diversos artistas da Stax (futura Volt). Como criadores do som único da Stax, o grupo foi um dos mais prolíficos, respeitados e imitados de seu tempo. No meio da década de 60, bandas dos dois lados do Atlântico tentavam emular o som do Booker T. & the M.G.'s.

Os membros originais do grupo eram Booker T. Jones (órgão, piano), Steve Cropper (guitarra), Lewie Steinberg (baixo), e Al Jackson Jr. (bateria). Donald "Duck" Dunn substituiu Steinberg no baixo em 1965, e tocou com a banda desde então. Carson Whitsett foi tecladista do grupo, e Bobby Manuel guitarrista durante uma breve reunião em 1973, quando a banda - temporariamente sem Booker - ficou conhecida simplesmente como The MG's. Com a morte de Al Jackson Jr. em 1975, o trio de Dunn, Cropper e Jones se reuniu por diversas ocasiões; os bateristas Willie Hall, Anton Fig, Steve Jordan e Steve Potts participaram do grupo em diversas ocasiões para estas reuniões.
A origem exata do nome da banda é motivo de discussões; Booker T. Jones declarou que teria sido Jackson a dar o nome ao grupo, em homenagem a seu irmão mais novo. "M.G." foi especulado por muitos como se referindo a "Memphis Group", e não o carro esportivo (MG) de mesmo nome. No entanto, o produtor musical Chips Moman, que era executivo da Stax Records na época da formação da banda, alega que eles teriam dado o nome da banda devido a um carro seu, e que teria sido apenas com sua saída da empresa que a outra versão teria surgido. Como forma de dar mais credibilidade à sua alegação, Moman revelou que tocou com Booker T. Jones num antigo grupo da Stax chamado The Triumphs, que também teria recebido o nome do modelo de um carro seu (Triumph Motor Company).

Booker T. Jones começou a trabalhar na Stax Records, em Memphis, como saxofonista, em 1960. Em 1962 a banda Booker T. & the MGs foi formada como a banda da casa, na qual o líder da banda, Booker T. trabalhava. Steve Cropper e Donald Dunn, que foram membros da banda Mar-Keys, e tocaram no hit de 1961 Last Night. Dunn continuou no Mar-Keys até 1964, quando substituiu Lee Steinberg, baixista original da banda.
No começo dos anos 60, a banda fez a parte instrumental de Carla Thomas (Gee Whiz) e seu pai Rufus Thomas (Walking the dog). A reputação como uma banda independente veio com seu hit Green Onions, em 1962.
Durante os próximos 7 anos, o grupo gravou independentemente alguns álbuns e outros pela Stax enquanto corriam atrás de sua própria carreira. Booker T. Jones trabalhou com o produtor William Bell e co-compôs o blues clássico Born Under a Bad Sign.

Em 1966, Jones foi graduado em música pela Universidade de Indiana. Cropper supervisionou as gravações de Otis Redding e co-compôs hits de Wilson Pickett (In the Midnight Hour), Eddie Floyd (Knock on Wood), e Otis Redding (Dock of the Bay).
Al Jackson produziu o guitarrista de blues Albert King. Booker T. and the MGs serviu de banda de apoio para as músicas de Sam and Dave Hold on, I'm comming e I'm a Soul Man.
Por si própria, a banda tinha hits como Hip Hug-her, Groovin, Soul Limbo, e Time is Tight. Em 1967 o grupo fez um tour pela Grã-Bretanha em suporte a Otis Redding, Sam and Dave, Eddie Floyd, Carla Thomas e outros. Eles formaram a banda de Otis Redding no International Pop Festival, em Monterey, em Junho de 1967.
Em 1969 Cropper gravou With a Little Help from my Friends.

Em 1970 a banda cortou sua ligação com a Stax, oficialmente em 1972. Jones mudou-se para a California e se tornou um produtor da A&M Records. Lá ele supervisionou as sessões de gravação de Rita Coolidge, sua mulher Priscilla (a irmã de Rita), e Bill Withers. No começo dos anos 70 gravou três álbuns com sua esposa, e o álbum solo Evergreen. Cropper continuou produzindo pela Stax-Volt até 1975, quando o selo faliu. Então ele se mudou para Los Angeles.

O grupo planejava um reunião quando Al Jackson foi morto a tiro em 1 de outubro de 1975.
A banda voltou com Willie Hall na bateria pela Universal Language, e Jones, mais tarde, gravou três álbuns solo pela A&N. Jones, Cropper e Dunn gravaram com outros artistas atendendo pelo nome de RCO All-Stars. Cropper e Dunn recriaram seu estilo distinto com o The Blues Brothers, em tours e gravações, como também no filme de mesmo nome, de 1980. Jones produziu o álbum Stardust, de Willie Nelson, em 1978.
Em 1988 a banda se reuniu com o baterista Anton Fig para tocar no aniversário de 40 anos da Atlantic Records no Madison Square Garden, e consequentemente continuaram por mais alguns anos tocando como Booker T. & the MGs.

Em outubro de 1992 Jones, Cropper e Dunn de juntaram ao baterista Jim Keltner para se apresentar no Tributo de 4 horas à Bob Dylan (Four Hour Bob Dylan Tribute), no Madison Square Garden. Em 1994 Jones, Cropper e Dunn gravaram o primeiro álbum em 17 anos, chamado de "That's the Way it Should be", com bateristas convidados. Cropper e Dunn se uniram pela última vez à Blues Brothers Band, em 1998, para gravar o filme Blues Brothers 2000.
Os Booker T. and the MGs foram incluídos no Hall da Fama do Rock n' Roll em 1992.

domingo, 4 de setembro de 2016

THE SURFARIS

The Surfaris foi uma banda americana de surf music formada em Glendora, Califórnia em 1962. Eles são mais conhecidos por duas canções que fizeram sucesso nas paradas musicais da região de Los Angeles, e nacionalmente em Maio de 1963: "Surfer Joe" no Lado A e "Wipe Out" no Lado B de um single de 45 RPM.
Os membros originais da banda eram Ron Wilson ( bateria , vocais ), Jim Fuller ( guitarra ), Bob Berryhill ( guitarra rítmica ) e Pat Connolly ( baixo ).


Em outono de 1962, no sul da Califórnia estudantes do ensino médio Jim Fuller e Pat Connolly chamaram o amigo e guitarrista Berryhill para um ensaio em sua casa . Após  terem praticado por cerca de 4 horas  conheceram mais tarde na mesma noite  o baterista Wilson em um baile do colégio , após o que a banda nasceu. "Wipe Out" foi escrita e gravada pelo quarteto depois de um inverno, com a canção atingindo # 2 nacionalmente em 1963 antes de se tornar um sucesso internacional.

Após a gravação de  " Wipe Out " / "Surfer Joe" O saxofonista Jim Pash juntou-se ao grupo nas sessões em Pal Studios.
Jack Oldham tocou baixo, substituindo membro original Pat Connolly, e excursionou com os Surfaris durante 1967 e 1968.
A banda lançou uma série de registros, com dois outros singles, "Surfer Joe" (escrita e cantada por Wilson) e "Panic Point" (outro grupo composto instrumental), tendo um impacto nas paradas. panic Point é um local de surf de renome no Havaí depois do qual a canção foi nomeada.
1963 o grupo original permaneceu intacto até agosto de 1965, quando Connolly partiu antes de sua turnê japonesa. Ken Forssi o substituiu no baixo para a turnê. Fuller renunciou após a turnê.

O grupo tem se reunindo periodicamente e ainda estão ativos, realizando gravações , muitas vezes re-gravação de suas músicas antigas e novas. Baterista Ron Wilson morreu em 12 de maio de 1989, um mês antes de completar 45 anos. Wilson tinha lançado um álbum de suas canções, intitulado" lost in the surf", na Bennet House Records de Grass Valley, Califórnia, que foi gravado em junho de 1987. Forssi morreu de um tumor no cérebro em 1998, e Pash morreu de insuficiência cardíaca em 2005.
Bob Berryhill atualmente realiza em todo o mundo sob a bandeira Surfaris como "Surfaris de Bob Berryhill." Os Surfaris com Bob Berryhill em 2015 lançou um álbum aclamado pela crítica, intitulado "The Surfaris Hurley Sessions.".
Jim Fuller atualmente toca com sua própria banda, "Jim Fuller eo Beatnik". Connolly, desde então, deixou o negócio da música.