domingo, 10 de julho de 2016

TRIO CRISTAL

O Trio Cristal, fundado pelo maestro, arranjador e compositor paraguaio Alberto Máximo Casanova, nasceu no Brasil por volta de 1955 no estado de São Paulo), constituindo sua formação original Tito Salinas, o próprio Alberto Casanova e Ángel Quintana.
Em breve tempo foram contratados por uma empresa fonográfica e gravaram seu primeiro disco, o LP "Os Mais Lindos Boleros" que, pela ótima qualidade interpretativa musical e vocal do trio, conquistou rapidamente o carinho, a simpatia e a admiração do público brasileiro.
Com este disco permaneceram um bom tempo nas paradas de sucesso, a ponto de serem comparados a nada mais nada menos que o famoso Trio Los Panchos, donde os sucessos foram transcendendo dia a dia, conseguindo vender milhões de discos, bem como se impor no mercado internacional.

Entre 1960 e 1963 Ángel Quintana gravou com o Trio Cristal três LPs, dentre eles "Los Más Lindos Boleros" e "Las Más Lindas Guaranias".
Cabe destacar que os integrantes desta primeira formação são todos paraguaios radicados no Brasil e pode-se notar também que, além da música romântica do bolero, foram autênticos embaixadores da música paraguaia.
Depois de tudo isto, por volta de fins de 1959 ou princípio de 1960, convidados por Alberto Máximo Casanova os músicos paraguaios Pedro Ramirez e seu companheiro de alma Enrique Casanova ( irmão de Alberto) seguiram para o Brasil, para integrar nova formação do Trio Cristal, onde tiveram oportunidade de gravar alguns discos de bolero e música paraguaia com Oslain Galvão, Walter Wanderley e Chucho Martínez Gil (grande compositor mexicano, irmão de Alfredo Gil , integrante do Trío los Panchos).

O Trio Cristal, em seu anseio de perdurar no tempo, se caracterizou pela constante inovação de sua capacidade musical e vocal, contratando de tempos em tempos os melhores músicos e intérpretes do gênero romântico para adaptação ao tempo e renovação de repertório.
As últimas gravações do Trío Cristal aconteceram em torno de 1980, incluindo alguns temas inéditos do maestro Alberto Máximo Casanova.
O genuíno Trio Cristal não trajava roupas típicas de nenhum país. Para Alberto, o registro do trio em seu nome não tem tanta importância, pois seu nome está mais que registrado no estilo, introduções e arranjos vocais presentes em todas as gravações históricas do Trio Cristal.

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