domingo, 26 de junho de 2016

MIREILLE MATHIEU

Mireille Mathieu (Avinhão, 22 de julho de 1946) é uma cantora francesa com uma carreira nacional e internacional de mais de cinquenta anos, condecorada com a Légion d'Honneur.
Nascida ao Sul da França, é filha do operário Roger e da dona-de-casa Marcelle, que enfrentaram grandes dificuldades econômicas para criar seus quatorze filhos: Mireille (a mais velha), Monique, Christiane, Marie-France, Réjane, Régis, Guy, Roger, Jean-Pierre, Rémy, Simone, Philippe, Béatrice e Vincent. Sua família viveu durante anos em modestíssima casa de madeira, sentindo na pele o rigor do inverno e da chuva, que atravessavam as frágeis paredes.

Mesmo quebrando pedras (literalmente), Roger, seu pai, alimentava o sonho de poder cantar, visto que possuía uma bela voz de tenor. Neste ambiente, Mireille cresceu e herdou o talento musical do pai. Aos quinze anos, quando debutante, Mireille e sua família conseguiram um apartamento de cinco cômodos e ela pôde, enfim, tomar um banho quente e decente. Segundo ela mesma, esse foi o dia mais feliz de sua vida.
Grande admiradora de Edith Piaf, Mireille cantou precocemente em público pela primeira vez aos quatro anos, na Missa do Galo da Igreja Matriz de sua cidade. Porém, para tornar-se uma grande estrela internacional, não bastava apresentar-se para a família e os amigos, que a apelidaram "la vie en rose", por motivos óbvios.
Enquanto estudava canto e ouvia atentamente os conselhos da professora Laure Collière, Mireille trabalhava duro em uma fábrica de envelopes. Aos dezoito anos, em 21 de novembro de 1965, participa de um concurso de calouros, no programa Télé Dimanche. O público prefere outra candidata, mas, para sorte de Mireille, o empresário Johnny Stark assiste à apresentação e aposta em Mireille. Seu primeiro disco, em 45 rotações, vendeu mais de um milhão de cópias, com as músicas Mon credo, C’est ton nom, Qu’elle est belle e Le funambule.
Johnny Stark teve várias e longas conversas com Mireille, explicando todas as dificuldades da profissão, mas que se ela estivesse disposta a trabalhar muito, ensaiar muito, estudar muito e fizesse o que ele mandasse, ele a transformaria numa grande estrela, que seria conhecida e admirada em toda França.

Mireille teve como mentores o maestro Paul Mauriat e o compositor André Pascal, que começaram a ensiná-lhe técnicas vocais para que usasse melhor sua potência vocal, colocar a voz mais adequadamente e respirar de maneira correta. Ao mesmo tempo, Mireille tomava aulas de francês e de inglês, além de boas maneiras, comportamento social, como caminhar num palco, num estúdio de televisão, como dominar a distância certa de cantar ao microfone e todas as inúmeras coisas, necessárias ao bom desempenho de uma cantora.
Com uma ascensão meteórica em sua carreira, Mireille participa de programas de televisão nos Estados Unidos e apresenta-se no Olympia, em 1967. O Instituto Francês de Opinião Pública, na época, pesquisou junto ao público e declarou Mireille como a cantora preferida do povo francês.
Depois de se apresentar na tv em 1965, e de sua estréia no “Olympia” em 1966, Mireille já era uma celebridade de domínio público. Foi saudada pela imprensa com grande espalhafato e anunciada como a “próxima Edith Piaf”, pela evidente semelhança de seu timbre de voz com o de Edith, morta três anos antes.
Sua versão “La dernière valse”, que era um sucesso em inglês do cantor britânico Engelbert Humperdinck – “The Last Waltz”- foi uma ponte segura para tornar Mireille muito popular no Reino Unido.
Com seus repetidos sucessos foi parar no Canadá e nos Estados Unidos, onde se apresentou no famoso e indispensável “The Ed Sullivan Show” e no outro dia, 50 milhões de pessoas já conheciam Mireille Mathieu. Cantou em Las Vegas, ao lado de Dean Martin e Frank Sinatra e foi um sucesso quase surpreendente. De público e crítica.
Mireille já provou sua qualidade superior e se tornou a embaixatriz da cultura francesa ao redor do mundo. Seus fãs se espalham da China ao Brasil, incluindo a antiga União Soviética. Frequenta os palcos sofisticados de Monte Carlo e tem a humildade de se curvar diante de sua musa Edith Piaf. Ainda muito requisitada, continua se apresentando pelo mundo, fazendo turnês(digressões) regularmente pelo Carnegie Hall de Nova York, no “Sport Palais” do Canadá ou no “The Ice Palace” de San Petersburg.
Nos seus mais de 50 anos de carreira, Mireille já vendeu mais de 190 milhões de cópias de seus discos, gravou mais de 1200 músicas, em nove línguas e foi a primeira artista do ocidente a fazer um concerto de música popular na China.
Ao longo de todos esses anos, ela cantou e gravou com nomes como Paul Anka, Charles Aznavour, Barry Manilow, Tom Jones, Julio Iglesias e o alemão Peter Alexander.
Gravou o disco “Mireille Mathieu chante Edith Piaf” (1993), no qual canta 13 das mais famosas e populares músicas do seu ídolo eterno.

Comemorou seus 40 anos de carreira em 2005, com grande apresentação no “Olympia”, onde foi gravado seu primeiro DVD, “Mireille à l’Olympia”, além de um CD, que lhe deu o prêmio “Disque d’Or”.

Em 2007, participou de um super espetáculo de televisão na Alemanha, um dos países de público mais fiel, para receber o prêmio de “Melhor Cantora Internacional do País.

Em 1968, Mireille esteve no Brasil e se apresentou na TV Record, como uma menina-prodígio, uma revelação da música francesa, que seria a sucessora de Edith Piaf, imagem que ela gradativamente foi eliminando, ao adquirir personalidade própria. Desde então, Mireille não voltou a se apresentar no Brasil, apesar de lançar novos discos, cada vez vendendo mais.

domingo, 19 de junho de 2016

RICARDO COCCIANTE

Riccardo Cocciante, também conhecido como Richard Cocciante em países de língua francesa (Saigon, 20 de fevereiro de 1946), é cantor, compositor e ator franco-italiano.
Riccardo Cocciante nasceu em Saigon (atual Ho Chi Minh), no Vietnã, em 1946, de pai italiano e mãe francesa.
As diferentes culturas e tradições assinalaram evidentemente a sua produção artística. Transferiu-se aos 11 anos para Roma. Logo mostrou grandes inclinações musicais que o levam já em 1970 a assinar um contrato com a RCA e em 1972 a criar o seu primeiro disco "Mu" que propõe aquele que será um grandíssimo sucesso "Bella senz'anima".

Os anos 70 foram muito fecundos em matéria de canções importantes como "Cervo a primavera", "Margherita", "Io canto" e "Celeste Nostalgia".
A sua popularidade bem cedo atravessou os confins italianos e se afirmou em toda a Europa e América do Sul onde "Bela sem alma" tornou-se famosa em muitos países.
Os anos 80 são para Riccardo muito proveitosos. Em 1983 lançou o álbum "Sincerità" que fez um enorme sucesso com a colaboração de músicos de renome internacional.
Em 1985 sai "Questione di feeling", um memorável duo com Mina, enquanto no álbum seguinte "La grande avventura" houve colaborações que foram do letrista Mogol a Enrico Ruggeri e Lucio Dalla.

Em 1991 triunfou de modo exuberante ao Festival de Sanremo com "Se stiamo insième" inserido posteriormente no álbum "Cocciante".
Em 1993 lançou "Eventi e mutamenti" que traz a belíssima "La mia lingua italiana", um verdadeiro hino de amor ao idioma mais romântico do mundo. Em 1994 saiu o disco "Il mio nome è Riccardo" e em seguida "Un uomo felice" com colaborações de vários artistas como Mietta, Paola Turci, entre outros.
Em 1995, já consagrado pelos seus enormes sucessos, assinou com a gravadora Sony Music e internacionaliza mais as suas músicas. Uma delas foi trilha sonora da novela exibida pelo SBT "Os Ossos do Barão" e uma coletânea sua se encontra nas lojas do Brasil chamada "Per Lei", um CD belíssimo de capa verde.
Em 1998 lançou o álbum initulado"Innamorato", lançando belas canções como "Grande è la città", "Innamorato", "Ti amo ancora di più" e "L'attimo presente".
Riccardo Cocciante nunca esteve em solo brasileiro, em sua obra há versões e criações em francês, espanhol, inglês e italiano. É um cantor de nível internacional com milhões de seguidores e fãs por todo o mundo.

domingo, 12 de junho de 2016

MICHAEL SULLIVAN

Michael Sullivan, nome artístico de Ivanilton de Sousa Lima (Recife, 9 de março de 1958), é um cantor, músico, compositor e produtor musical brasileiro. É também irmão do cantor e compositor Leonardo Sullivan.
Começou cantando na noite do Recife com quatorze anos de idade. Aos quinze anos participou de alguns concursos de calouros como; Varieté, de Nilson Lins, na Rádio Jornal do Commercio. Ganhou o primeiro lugar e recebeu o prêmio, a carteira profissional da Ordem dos Músicos do Brasil e um contrato com a TV Jornal do Commercio e, assim, iniciou sua carreira de cantor, nos programas da emissora Você faz o Show, Noite de Black Tie e Bossa 2, se consagrando desde então como revelação pernambucana.

Aos dezesete anos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde conheceu Hyldon (com quem compôs sua primeira música em 1968), Renato Piau (guitarrista que trabalhou com Tim Maia) e Tinho (saxofonista e arranjador que trabalhou com Tim Maia e um dos fundadores da Banda Vitória Régia). Formaram então o grupo Os Nucleares, que conheceu a sua primeira gravação no ano 1969 em vinil pela RCA.
Travou conhecimento com Cassiano e Tim Maia, com quem aprendeu a tocar violão. Gravou a primeira composição de sucesso da dupla Sullivan e Massadas, Me dê Motivo.
Aos dezenove anos integrou o grupo Os Selvagens, e aos 21 anos, o grupo Renato e Seus Blue Caps como cantor e guitarrista. Sua passagem por essa banda resultou em seis discos de ouro, cuja vendagem chegou a mais de 1.000.000 de discos.
Ainda no “Renato e seus Blues Caps”, Michael Sullivan iniciou sua carreira solo com a música My Life (sua segunda composição), que fez parte da trilha sonora da novela O Casarão, da Rede Globo. O compacto My Life tornou-se para o mercado fonográfico um dos mais vendidos no país, superando a marca de 1.000.000 de cópias, o que equivalia a um disco de Diamante.
Em 1978, fez o LP pela Capitol Um mundo Melhor Pro Meu Filho, e em 1979, o LP Michael Sullivan pela K-Tel.
De 1980 a 1986 foi integrante do grupo The Fevers.

Paulo Massadas, quem conheceu em 1979, foi parceiro frequente de suas composições por 16 anos. A Dupla é responsável por muitas canções de sucesso.
Em 1988, a parceria fez o disco Sullivan e Massadas pela gravadora BMG com a participação de Sergio Mendes e Jermaine Jackson. Um disco bem aclamado pela crítica.
Em 1989, a dupla fez um compacto com o apresentador da Rede Globo Fausto Silva (Faustão) pela Som livre, Do tempo que, primeira música de abertura do programa Domingão do Faustão.
Em 1990, foi editado o disco Sullivan e Massadas ao vivo, gravado no teatro da SUAM, com sucessos da dupla lançados pela gravadora Som Livre.
Em 1992, dando continuidade a sua carreira solo, Michael Sullivan faz o CD Talismã, sucesso de crítica da sua trajetória solo.
Em 1994, a dupla se desfez.

O seleto número de sucessos rendeu à dupla Sullivan e Massadas um recorde, que foi publicado no Guiness Book, identificando-a como a dupla de compositores com maior número de discos nas paradas de sucessos no menor espaço de tempo.
Em 1995, já morando nos EUA, lança na gravadora Warner Music o CD de título Michael Sullivan.
Em 1998, Michael Sullivan teve a oportunidade de voltar às suas origens fazendo um CD de Black Music, com a participação de Cassiano, composições de Hyldon e uma homenagem ao seu professor Tim Maia, no CD Caminhos do Coração, da gravadora Som Livre. Esse disco foi sucesso de vendas e crítica, e teve a canção Coração Vazio como parte da trilha sonora da novela Corpo Dourado, chegando a disco de ouro.
Em 2003, Michael Sullivan, já no Brasil, lançou o CD Duetos com grandes vozes, como; Simone, Xuxa, Alcione, Sandra de Sá, Tim Maia, Fafá de Belém, Fagner, Joanna entre outros pela Gravadora Sony Music, procurando sintetizar toda a sua obra e assim fechar um ciclo de quatro décadas de sucessos.

Em 2007, Sullivan se fixa e rebusca o seu lado (sempre Black) com o novo CD Sullivan Nu Soul com composições em parcerias com Carlinhos Brown, CD que sai pelo seu novo selo independente Graffite Music.
Em 2010, Sullivan lança o DVD/CD Duplo Sullivan Ao Vivo - Na Linha do Tempo pela Gravadora Universal. Gravado ao vivo em estúdio, com participações dos artistas e parceiros Carlinhos Brown, Martinho da Vila, Daniel Jobim, Jorge Aragão, Arnaldo Antunes, Roberto Menescal e Anayle Lima. A apresentação gravada em setembro de 2009 no PlayRec Studios (RJ), em estilo intimista, lembrando os bares de blues de Nova Orleães, reúne uma big band e 26 músicas (22 faixas), apresentadas nos formatos DVD e CD (volumes 1 e 2). A direção de áudio do projeto é assinada por Junior Mendes e Michael Sullivan, enquanto que João Elias Jr. e Luciana Bellini comandam a direção de vídeo. Além das canções conhecidas, o cantor incluiu as inéditas Baladeiro (com Hyldon), Açúcar (com Dudu Falcão) e Doce Cabana (com Carlinhos Brown).
Em 2013, Sullivan lança o CD Mais Forte Que o Tempo com diversos artistas do MPB interpretando suas composições.
Produziu grandes cantores da MPB, como: Tim Maia, Alcione, Sandra de Sá, Danilo Caymmi, Antônio Marcos, Serguei, Xuxa, Sidney Magal, Fafá de Belém, Roupa Nova, Joanna, Paulo Ricardo, Rosana Fiengo, Fagner e cantores infantis como Trem da Alegria, Balão Mágico, Atchim & Espirro entre outros.
Michael Sullivan foi convidado a trabalhar e morar nos Estados Unidos - Los Angeles e Miami - para ali compor e produzir nomes, como Ricky Martin, Chayanne, Ana Gabriel, Menudos, Chicos de Boulevart, Yuri, Robi Rosa e Michael Sembello entre outros.
Sullivan alcançou o topo das paradas de sucesso em 60 países no mundo inteiro, incluindo as Américas, a Europa e o Oriente. Como produtor, vendeu mais de 60 milhões de discos, no Brasil e em toda América Latina.

domingo, 5 de junho de 2016

SHARIF DEAN

Sharif Dean, cujo nome verdadeiro é Sharafeddinne Kharroubi, nasceu em Casablanca, Marrocos, em 14 de Agosto de 1947, filho de pai argelino e mãe francesa. Quando criança, mudou-se para Paris, onde tomou contato com a música moderna. Estudou em Bruxelas, na Bélgica, onde em 1971, obteve licenciatura em filosofia e literatura. Daí então, concentrou-se em sua carreira de cantor.

Em 1972, o produtor belga Jean Huygmans produziu o seu primeiro single, Mary-Ann, que não fez sucesso, alcançado no ano seguinte, trabalhando com o mesmo produtor, com o hit Do You Love Me?, que contava com o apoio vocal da cantora Evelyn D'Haese. Do You Love Me? foi sucesso na Bélgica, França, Holanda, Alemanha e Brasil, tendo sido o primeiro disco belga a alcançar o primeiro lugar da parada holandesa.