domingo, 30 de novembro de 2014

domingo, 23 de novembro de 2014

BARROS DE ALENCAR

Cristóvão Barros de Alencar (Uiraúna, 5 de agosto de 1940) é um cantor, compositor, radialista e apresentador de televisão brasileiro.
Nascido no interior da Paraíba, começou em sua carreira como radialista, quando trabalhou em Campina Grande, na Rádio Borborema.

Na busca de novos horizontes, viajou pelas capitais brasileiras, dentre elas Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo.
Em 1960, na capital paulista, conseguiu um lugar ao sol, pois passou a fazer parte das rádios Tupi, Record e América, tocando principalmente os sucessos da Jovem Guarda.
Em 1966, lançou seu primeiro compacto simples pela gravadora Chantecler (C-33-6209) com as músicas Agora sim, versão de Adesso sì, de Sergio Endrigo e Não vá embora, versão de Tu me plais et je t'aime, de autoria J. L. Chauby e Bob Du Pac.
Em 1968, lançou o compacto simples com a música Não me peça um beijo, de autoria de Antonio e Mario Marcos.

Em 1971, lançou um compacto simples com as músicas Não posso mais viver sem ti e Ana Cristina, ambas de sua autoria.
Em 1972, fez sucesso com a balada Meu amor (Monia), de D. Finado, Jager e Vidalin, com versão de Sebastião Ferreira da Silva, incluída no LP "Os grandes sucessos da RCA Candem", que contou com a presença de nomes como Martinho da Vila, Nelson Gonçalves, Carmen Silva. No mesmo ano, outra gravação sua Não me peça um beijo (Porque vou chorar) foi incluída no LP "Os grandes sucessos volume 2" da mesma gravadora.
Em 1973, lançou LP pela RCA Victor, interpretando composições românticas como a clássica balada Quem é, de Osmar Navarro e Oldemar Magalhães. No mesmo ano, participou do LP "Os grandes sucessos - VOL. 3", da RCA Camden, interpretando a música Volte querida (Honey come back), de J. Webb e versão de Sebastião Ferreira da Silva.
Em 1974, participou de duas coletâneas, "Os grandes sucessos - VOL. 4", da RCA Camden, com a música Meu amor é mais jovem do que eu, e do LP Canções para dizer te amo, da RCA Victor, interpretando a balada Namorados, música que também foi incluída no LP "Parada nacional de sucesso" da Som Livre.
Em 1975, gravou em LP várias músicas, dentre elas Emanuela (Emmanuelle), de P. Bachelet e H. Roy, trilha de um famoso filme da época, com versão sua. Nesse ano, participou de quatro coletâneas de sucessos, Natal com Cristo - Ano novo com amor, da RCA Camden, Canções para dizer te amo - Vol. 2, Prometemos não chorar e Fantásticos da RCA.

Em 1976, participou da série "Fantásticos - VOL. 5", da RCA Victor e do LP "Saudade jovem nacional VOL. 2", da RCA Camden, com a música Olhos tristes.
Em 1977, no LP "Globo de ouro - VOL. 3", da Som Livre, foi incluída sua interpretação para a guarânia Quero beijar-te as mãos.
Em 1978, gravou vários sucessos pela RCA Victor.
Em 1979, lançou o LP Sentimental, no qual interpretou, entre outras, as músicas Amanhã o que será (Adios), de Juan Pardo. Nesse ano, no LP As campeãs da volta do sucesso, da gravadora Seta, incluiu a sua interpretação de Prometemos não chorar, de sua autoria.

Em 1980, apresentou na Rádio Tupi de São Paulo o programa "Só Sucessos". Também apresentou na TV Record o "Programa Barros de Alencar" de 1982 a 1986, no qual ficou famoso com o bordão: "Alô, mulheres, segurem-se nas cadeiras. Alô marmanjos, não façam besteiras!" e ganhou audiência com o concurso Michael Jackson onde elegeu a garota Lúcia Santos, a Maika Jeka como carinhosamente a chamava, melhor imitadora do cantor.
Ainda nos anos 1980, sua interpretação para A primeira carta foi incluída na coletânea "Astros do disco", da RCA Victor.
Apresentou nas madrugadas da CNT do Rio de Janeiro, o programa "CD na TV".
Grande nome do rádio brasileiro. Reside na cidade de São Paulo.
Segue afastado do rádio, pois vem se recuperando de uma delicada cirurgia na garganta.

domingo, 16 de novembro de 2014

WESS & DORI GHEZZI

Wess & Dori Ghezzi , foi uma dupla de cantores que fizeram muito sucesso na década de 70 em todo mundo.
Ele Wesley Johnson ou apenas Wess , cantor , arranjador e excelente baixista foi um Americano nascido em 13 de Agosto de 1945 em "Winston Salem" na "Carolina do Norte" nos Estados Unidos e criado quando criança onde também foi musicalmente treinado em "Nova Yorque" e que faleceu em 21 de Setembro de 2009 por problemas relacionados a asma.

Wess, era naturalizado Italiano mas ainda nos "Estados Unidos" era baixista e arranjador da banda " "Rocky Robets"e foi descoberto como cantor em 1966 por "Arbore" Boncompgni" um cantor e radialista e advogado italiano.
Em 1967 quando ocorreram desentendimentos na banda, ele fez uma versão já como cantor principal de "Whiter  Of Pale" de "Procol Harum".
Depois ele teve também uma carreira solo de certo sucesso.

Em 1972 , Wess escolheu "Dori Ghezzi"  uma cantora que em 1966, havia ganho um festival da canção,quando foi lhe oferecido um contrato em "Milão" pela gravadora "Durium" período em que se tornou conhecida e convidada a formar um Duo com Wess ,dupla que fez um enorme sucesso em todo mundo.
"Dori Ghezzi" , uma cantora Italiana nascida em "Lentade Sul Seveso" na Província de "Milão" "Itália" aos 30 de Março de 1946.
A dupla uniu seus nomes e se tornaram "Wess & Dori Ghezzi" que no festival de San Remo de 1973, alcançaram o 6° lugar com a canção "Tu Nella Mia Vita" que vendeu milhares de cópias pelo mundo. Além de outras participações no "San Remo" a dupla participou de outros festivais e alcançaram excelente classificação.
Para lamento dos fás , a dupla separou-se em 1980 e hoje "Dori Ghezzi" já não canta mais devido a um sério problema nas cordas vocais, atuando apenas como colaboradora para outros artistas.

domingo, 9 de novembro de 2014

HARRY BELAFONTE

Harold George Belafonte, Jr. (Nova Iorque, 1 de março de 1927) é um músico, cantor, ator, ativista político e pacifista norte-americano de ascendência jamaicana. Um dos mais bem sucedidos artistas de origem caribenha da história, foi apelidado de "Rei do Calypso" por popularizar o ritmo caribenho nos Estados Unidos nos anos 50. Durante sua carreira tem sido um radical ativista político, envolvido em lutas pelos direitos civis e diversas causas humanitárias.

Belafonte nasceu no Harlem, o bairro negro pobre da cidade de Nova Iorque e na infância viveu na Jamaica, país natal de sua mãe. De volta aos Estados Unidos, fez o colegial numa escola pública da cidade e serviu na marinha durante a Segunda Guerra Mundial. No fim dos anos 40, começou a ter aulas de arte dramática junto com Marlon Brando, Tony Curtis e Sidney Poitier, enquanto trabalhava junto ao teatro negro americano. Anos depois, receberia um Prêmio Tony por seu trabalho nos palcos da Broadway.
Belafonte iniciou sua carreira na música como cantor em night-clubs de Nova Iorque para pagar por suas aulas de ator. Seu repertório misturava o pop com o folk ianque, pelo qual se interessou ao voltar da guerra. Em 1952 conseguiu um contrato de gravação com a empresa RCA Victor e quatro anos depois seu álbum Calypso explodiu nas paradas ianques, sendo o primeiro LP a vender mais de um milhão de cópias no país. Foi este disco que apresentou o calypso ao público local e o consagrou como "Rei", apelido pelo qual ele tinha fortes reservas.
Durante os anos sessenta, além de ganhar dois prêmios Grammy e seis discos de ouro, introduziu diversos novos artistas ao público ianque, notadamente a cantora sul-africana Miriam Makeba com quem gravou diversas músicas anti-apartheid, e um de seus álbuns de sucesso, de 1962, traz a primeira gravação registrada de um jovem tocador de harmônica chamado Bob Dylan. Com a chegada dos Beatles aos Estados Unidos e a invasão do rock inglês nas paradas musicais, o sucesso de Belafonte começou a diminuir. Mesmo sem o mesmo status de astro dos primeiros anos, ele continuou a fazer grandes shows pelo país e pelo mundo até 2003, quando anunciou sua aposentaria dos palcos.

Harry Belafonte foi o primeiro afro-americano a receber um Prêmio Emmy, o "Oscar" da televisão, por seu show especial de televisão Tonight with Belafonte, em 1959. No cinema, seu primeiro sucesso foi em Carmen Jones, de Otto Preminger, ao lado de Dorothy Dandridge, a mais conhecida atriz negra de sua época. Apesar de estrelar diversos filmes, insatisfeito com os papéis que lhe vinham sendo oferecidos, resolveu se dedicar mais à carreira musical, abandonando o cinema no começo dos anos 70, ao qual só voltaria no meio dos anos 90 para trabalhar com John Travolta e Robert Altman.

Ativismo político

Belafonte sempre foi reconhecido como um dos grandes ativistas políticos dos Estados Unidos e dos mais radicais. Apesar de famoso nas artes, isto nunca lhe protegeu da discriminação racial, especialmente no sul do país, onde se recusou a se apresentar entre 1954 e 1961. Neste período, como muitos outros, foi colocado na Lista Negra pelo Macartismo, tendo dificuldades para trabalhar.
Harry Belafonte entre Sidney Poitier e Charlton Heston durante a manifestações pelos direitos civis para os negros em Washington D.C., EUA.
Grande seguidor do Movimento dos Direitos Civis e um dos confidentes de Martin Luther King, levantou milhares de dólares para libertar sob fiança centenas de manifestantes presos e foi um dos organizadores da famosa Marcha sobre Washington.
Em 1968, ele e sua amiga, a cantora Petula Clark, protagonizaram uma cena pioneira na tv ianque, num programa especial da cantora britânica na rede NBC. Durante a gravação, enquanto cantavam juntos e sorriam um para o outro, Petula, branca, segurou por instantes nos braços e ombros de Harry, levando o patrocinador, a marca de automóveis Plymouth, a querer retirar a cena da edição final, por medo da reação do público. Petula recusou-se ameaçando impedir a transmissão do programa todo, pois ele era de sua propriedade (The Petula Clark Show) e a questão, entre a gravação e a exibição provocou grande discussão na imprensa. Quando o show foi finalmente ao ar, sem cortes, provocando grandes índices de audiência, mostrava pela primeira vez na história duas pessoas de cores diferentes tendo contato físico carinhoso durante uma transmissão de televisão .
Em 1985 foi um dos organizadores do grupo de artistas que gravou a famosa música "We Are the World" que vendeu milhões de cópias em todo mundo e ganhou um Premio Grammy, e se apresentou ao vivo no super concerto Live Aid; em 1987 foi nomeado embaixador da boa vontade da Unicef. Nesta função, foi a Ruanda e África do Sul, levantando fundos de ajuda e denunciando a miséria, exploração e racismo existente em grande escala no continente africano.
Desde o começo da carreira ele tem sido um feroz crítico da política externa ianque e, a partir dos anos 80, começou a dar declarações polêmicas aos meios de comunicação, defendendo o fim do embargo econômico a Cuba, elogiando as iniciativas de paz da ex-União Soviética, condenando a invasão de Granada, honrando a memória do Casal Rosenberg e elogiando Fidel Castro.
Harry Belafonte chamou a atenção por seus comentários políticos contra o governo Bush e a Guerra do Iraque. Sendo um dos primeiros artistas a apoiar publicamente o jornalista e documentarista Michael Moore em sua cruzada cívica contra a eleição de George Bush e a invasão do Iraque, um de seus comentários mais ácidos foi feito durante uma entrevista a uma rádio de San Diego, quando acusou, usando palavras de um de seus mentores ideológicos, Malcom X, os então Secretários de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell e Condoleeza Rice, de serem usados como serviçais úteis do governo branco e direitista de George Bush. Rice respondeu, através do programa da jornalista Amy Goodman, Democracy Now, "que não precisava que Harry Belafonte lhe ensinasse o que era ser negra nos Estados Unidos".

domingo, 2 de novembro de 2014

AS CHANCHADAS DO CINEMA NACIONAL


Chanchada, em arte, é o espetáculo ou filme em que predomina um humor ingênuo, burlesco, de caráter popular. As chanchadas foram comuns no Brasil entre as décadas de 1930 e 1960.
O Começo do Cinema no Brasil e o surgimento da Chanchada A produtora carioca, Atlântida Cinematográfica, descobriu nos filmes carnavalescos um grande negócio, capaz de fazer muito sucesso entre o público brasileiro. Sem dúvida, ela foi a grande responsável pelo sucesso das chanchadas e a pioneira em adotar os temas carnavalescos em forma de musicais.

Após o esgotamento da fórmula que fazia uso de temas carnavalescos, a Atlântida passou a adotar argumentos, enredos e situações mais complexas e heterogêneas. É neste período, entre as décadas de 50 e 60, que os filmes ganham maior empatia com o público e a Atlântida vivia seu auge. O Brasil da época tinha laços de dependência com a cultura norte-americana, o que gera atitudes colonizadas dos produtores, do público e da crítica. Desta forma, as chanchadas passam a basear-se na paródia do cinema dos Estados Unidos para atrair o público.
Apesar das produções serem feitas a partir da caricatura e trejeitos norte-americanos, eram adicionados temas do cotidiano nacional, como as anedotas tipicamente cariocas e o jeito malandro de falar e se comportar do brasileiro.
O resultado obtido eram produções genuinamente brasileiras, que foram capazes de lotar as salas de cinema por um longo período.
Com a liberação dos costumes, começaram a ser produzidas no início dos anos 70 as chamadas Pornochanchadas, inspiradas em comédias italianas e filmes eróticos europeus.
O termo chanchada surgiu, para designar os filmes brasileiros nos anos 30. Várias teses de críticos como Jean Claude Bernadet, Ana Cláudia Zacco, e Guilherme Heffner, ampliam essa fase, colocando o início em 1908 - com o surgimento do primeiro filme de ficção Nhô Anastácio Chegou de Viagem - em meados de 1960, com as últimas tentativas de chanchada. Já outros consideram o movimento 'chanchada', desde 1929, com o primeiro filme falado - a comédia Acabaram-se os Otários, de Luiz de Barros - em meados de 1960, devido a incursão do Cinema Novo, e a definitiva abolição das comédias ingênuas e carnavalescas. Há ainda terceiros que apenas incluem os filmes da Atlântida, a partir do primeiro conceito ideal de chanchada, o musical Carnaval no Fogo, 1949. E o seu término, com o último musical da empresa, Garotas e Samba, 1957.
Nunca, em nenhum momento da história do cinema brasileiro, houve um sucesso popular tão grande como na época das chanchadas. Os filmes eram lançados em muitas salas simultaneamente, e as filas, imensas, faziam com que fosse preciso se chegar duas horas antes do horário da sessão. Argüi-se que o produtor (Luiz Severiano Ribeiro) era, também, o dono do maior circuito de exibição no Brasil. Em parte, há razão, mas existiam estados nos quais, a exemplo da Bahia, Severiano não tinha rede de cinemas e o sucesso se dava da mesma forma. Um verdadeiro fenômeno de bilheteria como nunca mais se repetiu. Carlos Manga diz que atualmente não é mais possível se fazer chanchadas nos moldes daquela época, porque não há mais um certo otimismo e uma certa ingenuidade. O Brasil era outro.
Ainda que tenha produzido algumas obras exemplares, o advento do Cinema Novo fez com que o público brasileiro se afastasse das salas exibidoras, somente voltando a elas com as pornochanchadas durante a ditadura militar. Mas sem a afluência que se verificava no auge da chanchada.
A Atlântida, porém, se a grande produtora das chanchadas, não foi a única. Herbert Richers, que tinha empresa produtora, tentou, em fins dos anos 50, reviver a dupla inesquecível de Oscarito e Grande Otelo, com Ankito e este último, e revelou o baiano Zé Trindade, que fez um sucesso sem precedentes em inúmeras chanchadas.