quarta-feira, 31 de julho de 2013

ETTA JAMES

Etta James, nascida Jamesetta Hawkins, (Los Angeles, 25 de janeiro de 1938 — Riverside, 20 de janeiro de 2012) foi uma cantora norte-americana de blues, R&B, jazz e música gospel, vulgarmente apelidada de Miss Peaches.
Etta James nasceu na Califórnia, filha de Dorothy Hawkins, uma afro-americana, mãe solteira, de 16 anos. Filha de pai branco, Etta procurou saber quem era seu progenitor, desconhecido até então, e que sua mãe diz ser Minnesota Fats, do qual ela recebia uma pensão na condição de manter segredo sobre sua paternidade.
Ela teve o seu primeiro contacto com a música aos 5 anos de idade, tendo aulas com James Earle Hines, director musical da escola Echoes of Eden da Igreja Batista de St. Paul, em Los Angeles.
Sua família mudou-se para São Francisco, Califórnia, em 1950, e, em 1952, Etta e mais duas amigas formaram o trio (As Creolettes), o qual viria a chamar a atenção de Johnny Otis. Otis inverteu as sílabas do seu nome para lhe dar uma melhor sonoridade assim surgindo o seu nome artístico. A partir daí Otis investiu na garota começando a gravar os seus primeiros temas.

Sua primeira gravação, e seu primeiro êxito R&B, foi de sua própria autoria, "The Wallflower (Dance with Me, Henry)", uma música-resposta para a música de Hank Ballard, "Work with Me, Annie". Em 1954, Etta gravou juntamente com a banda de Otis e com Richard Berry, o qual cantava a segunda voz. A canção, que não estava totalmente boa, foi re-escrita por Georgia Gibbs, ganhando o título de "Dance with Me, Henry". Também gravou momentaneamente com a banda intitulada Etta James & the Peaches, com diversos hits, sendo contratada mais tarde pela Chess Records, em 1960.

Saiu em turnê com Johnny "Guitar" Watson juntamente com Otis nos anos '50 e foi referida por Watson como a penúltima influência em seu estilo.

Ela lançou vários duetos com Harvey Fuqua (dos The Moonglows), dos quais surgiu o seu maior sucesso já gravado, a belíssima e clássica "At Last". A canção, que apareceu juntamente com outros êxitos como "All I Could Do Was Cry" e "Trust in Me", foi incluída no seu álbum de estreia, "At Last!".
Etta James teve um sério problema de drogas e romances mal sucedidos, que interferiram em sua carreira. Posteriormente ela tem problemas com a obesidade (chegando a ter quase 200 kg), que levaram-na a fazer uma cirurgia gástrica em 2003, fazendo-a perder quase 100kgs. Em 2003 Etta James recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Etta fez tours pela América junto com seus dois filhos, Donto e Sametto. Em 2011, com uma participação não-creditada (porém autorizada), cantou com o rapper Flo Rida, na música Good Feeling.

 Cinco dias antes de fazer 74 anos, no dia 20 de Janeiro de 2012, ela finalmente sucumbiu à leucemia e a outras doenças, no Riverside Community Hospital, na cidade de Riverside, na Califórnia.  Ela foi diagnosticada com a doença em janeiro de 2011.


domingo, 28 de julho de 2013

BOBBY SOLO

Bobby Solo, cujo nome verdadeiro é Robert Satti, nasceu em Roma, Itália em 18 de março de 1945. É um cantor italiano que cultiva o gênero de música romântica, pop. Bobby é considerado por muitos o "Elvis Presley" italiano, e isso é devido à semelhança de sua voz, seu estilo de cabelo e, finalmente,porque ele sempre admirou o Rei do Rock and Roll.

Ele estreou como cantor no Festival da Canção de San Remo em 1964, realizando par com Frankie Laine, o tema Una lacrima sul viso. Um ano depois de vencer o festival compôs o tema Piangi se ridi (Se você chorar, se rir),com o acompanhamento do famoso grupo New Christy Minstrels menestrel. 

Em 1964 venceu o Festivalbar (Itália), com a canção Credi para mim. Em 1965 participou do Festival Eurovisão da Canção, realizada em Nápoles, Itália, classificando-se em quinto lugar, com o tema Piangi É Ridi. Em 1969, voltou a vencer em San Remo,com a interpretação do tema dueto Zingara (cigana) com a cantora Iva Zanicchi. 

Há participação sua no Festival de San Remo (realizado anualmente na Itália desde 1951) 
Entre muitos de seus sucessos, estão: San Francisco (1967), versão italiana, interpretado por Scott McKenzie, não c'è più fare niente da (1966) Siesta (1967), Domingas D'Agosto (1969 ), uma granita di limone (1968). 

Nos anos 80, juntamente com Rosanna Fratello e Little Tony, conseguiu um sucesso respeitável, realizando também em San Remo. 
Bobby Solo teve um impacto notável no Espanhol, Alemão, Francês, gravando suas canções de sucesso nessas línguas, com grande número de cópias vendidas. 

Em 1989, foi o vencedor com Una lacrima sul viso na transmissão musical chamado C'era una Volta il festival.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

MARCELINO PÃO E VINHO ( Filme)

Marcelino Pão e Vinho é um filme espanhol de 1955 baseado no famoso livro de mesmo nome escrito por José María Sánchez Silva.

Sinopse

Um frade franciscano conta para uma menina doente a lenda de Marcelino, um bebê que foi deixado na porta do mosteiro e criado pelos religiosos. Após frustradas tentativas de entregá-lo para adoção, acaba sendo criado pelos doze frades franciscanos. Marcelino cresce fazendo travessuras e levando todos no convento à loucura com sua desobediência e imaginação; mediante a solidão e a falta de crianças de sua idade para brincar, se diverte inventando apelidos para os frades, cria um amigo imaginário chamado Manuel, inventa histórias inacreditáveis. Uma das histórias que relata, porém, desafia a curiosidade dos religiosos, que a resolvem conferir pessoalmente, constatando com surpresa o divino poder da inocência, e Marcelino se torna o protagonista de um milagre que marcará para sempre o vilarejo espanhol onde ocorre a história.

  O filme foi reconhecido nos mais importantes festivais de cinema do mundo e foi um grande sucesso popular ao redor do mundo, arrebatando grandes bilheterias e levando multidões às salas de cinema da época, inclusive no Brasil.    A História foi adaptada para desenho animado em 26 episódios que no Brasil, foram exibidos pelo SBT no programa Bom Dia & Cia.

domingo, 21 de julho de 2013

RICHTIE VALENS

Ricardo Esteban Valenzuela Reyes, mais conhecido como Ritchie Valens (13 de Maio de 1941 – 3 de Fevereiro de 1959) foi um músico descendente de mexicanos, nascido em Pacoima (Vale de São Fernando), no subúrbio de Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos.

Ritchie nasceu em uma família conturbada, sem auxilio de pai tinha apenas a mãe e irmão, seu irmão mais velho se envolvia em problemas, Ritchie e ele se envolveram em várias brigas, Ritchie ficou famoso interpretando músicas de rock. Seu grande sucesso foi a canção "La Bamba", que mais tarde nomearia um filme sobre sua vida. Também fora regravada pelo grupo Los Lobos.
Durante a chamada Era Rockabilly, a carreira de Ritchie Valens estava em ascendência. No entanto, em 3 de fevereiro de 1959, Buddy Holly, Big Bopper e Valens morreram em um acidente de avião. Após uma performance no Surf Ballroom em Clear Lake, Iowa, o pequeno avião Beechcraft Bonanza no qual viajavam entrou em uma tempestade de neve cega e bateu no milharal de Albet Juhl, algumas milhas depois, às 1:05 da manhã. Esse incidente ficou conhecido como "o dia em que a música morreu", retratado posteriormente na canção American Pie, de Don McLean.

O roqueiro brasileiro Raul Seixas preferiu dizer que o dia 3 de fevereiro de 1959 foi "o dia em que o rock bateu as botas". Com tal afirmação, Seixas sugeria que a morte precoce dos músicos deixou o rock sem uma possível significativa contribuição, que poderia influenciar tudo o que é hoje conhecido acerca deste estilo musical.
Ritchie Valens, durante sua breve carreira, produziu dois álbuns. Quando se interessou pelo rock, Valens já possuía uma base musical sedimentada no pop, no jazz e na música folclórica mexicana, apesar de não falar bem a língua espanhola.
Ao completar 15 anos, comprou sua primeira guitarra e, em 1957, já com 16 anos, formou uma banda chamada Satellites, formada por dois negros, um americano de ascendência mexicana e um de origem japonesa.
Meses depois, Valens foi descoberto por Bob Keane. Após 60 tentativas (como descritas no filme La Bamba) conseguiu chegar ao take definitivo de "Come On Let's Go" e, assim, chegou às lojas seu primeiro compacto, já com o seu nome artístico.
No segundo semestre de 1958, sua carreira tomou um grande impulso quando participou do filme Go Johnny Go e logo depois produziu seus dois grandes hits: "Donna", uma balada romântica que fizera para uma paixão de colégio (que alcançou o segundo lugar nas paradas norte-americanas), e "La Bamba", que é a releitura de uma canção folclórica mexicana, de mesmo nome, a qual tomou a decisão de gravá-la após cruzar a fronteira e dar um passeio em Tijuana.


Outras baladas que fizeram deste jovem artista conhecido no cenário musical "Ooh! My Head" e o cover de "We Belong Together", que chegaram às mais altas paradas de sucesso dos Estados Unidos.
Após sua morte em um acidente de avião, pouco do material inédito disponível de Valens foi lançado em disco.
 
AH!!..BONS TEMPOS

quarta-feira, 17 de julho de 2013

SERGE GAINSBOURG ( JE T ' AIM... MOI NON PLUS)

Quando falamos de Serge Gainsbourg, qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça? Claro que a música-mais-conhecida-dele-nas-Américas Je T’Aime… Moi Non Plus (Eu Te Amo… Eu Também Não),que foi banida pela BBC e fez o Vaticano torcer o nariz pelo conteúdo impróprio. Apesar das polêmicas, da genialidade sem tamanho e de ter dado um senhor upgrade na música pop francesa, ele sofria uma espécie de carma, que o impediu de alcançar um patamar mais alto na música mundial: ser francês.
Os ingleses tinham uma espécie de preconceito com a música pop francesa. Não adiantava: o mercado internacional da música era dominado pelos países de língua inglesa. Beatles e Rolling Stones, por exemplo. Ainda assim, Gainsbourg influenciou inúmeros artistas ingleses e americanos como o cantor Beck e a banda britânica de música eletrônica Goldfrapp. É possível enxergar e ouvir um pouco de Gainsbourg em cada um desses artistas atuais.

O título da canção foi inspirado por algo que Salvador Dalí disse uma vez: “Picasso é espanhol – eu também. Picasso é um gênio – eu também. Picasso é um comunista – eu também não (moi non plus)”. Escrita originalmente para Brigitte Bardot, com quem teve um tórrido caso de amor no final de 1967, a canção foi gravada pelo casal num estúdio em Paris, numa sessão de duas horas, numa pequena cabine de vidro. Porém, a pedido de Bardot, a canção não foi lançada, devido ao fato do marido dela, o empresário Gunter Sachs, não ter gostado nada do que ouviu. Outras bocas disseram que a canção não foi liberada por causa dos protestos dos representantes da atriz, que ficaram preocupados com a imagem dela.


Em 1968, Gainsbourg se apaixonou por Jane Birkin, atriz inglesa 18 anos mais jovem do que ele. Aparentemente, isso não pareceu ser nenhum problema. Então, o cantor pediu para ela gravar “Je T’Aime” com ele. A melodia? Um riff de guitarra como base e um órgão hipnótico ao fundo juntamente com os gemidos orgasmáticos de Jane Birkin, num diálogo de um casal de amantes durante um encontro sexual. O chefe da gravadora hesitou em lançar, com medo de ir pra cadeia (por motivos óbvios). Ele pediu pra Serge voltar pra Londres e preparar mais dez músicas para lançar um LP. Lançado em fevereiro de 1969, o single de Je T’Aime… Moi Non Plus tinha uma capa simples com os dizeres: “Interdit aux moins de 21 ans” (Proibido para menores de 21 anos).
Era realmente possível uma música ser provocativa e, ao mesmo tempo, bela? Tá bom que era conhecida como “música de motel”, mas até aí… Ninguém na França tinha ido tão longe com uma gravação deste naipe. Ninguém havia sido tão corajoso. A imprensa especulava que o casal havia colocado um gravador debaixo da cama. Serge respondia: “Ainda bem que não, pois do contrário acho que teria sido um LP”. Convencido: sim ou com certeza? Para Jane, a sessão de gravação foi um martírio. A cabine parecia de telefone. “Antigamente, quando você ia gravar, só fazia duas gravações. Serge ficava levantando a mão – porque tinha muito medo de que eu continuasse com aqueles gemidos e sussuros dois segundos a mais do que deveria, e talvez perdesse a nota mais alta – que era muito, muito alta, uma oitava mais alta do que na gravação com Bardot”, disse ela.
Na opinião de Serge (e da maioria dos fãs), a versão com Birkin é melhor, justamente por ser técnica. Diferente da de Bardot, que  é mais sublime. “É como sexo: se você faz com ardor, você faz mal; com técnica, você faz melhor”, afirmou. A música estourou em toda a Europa, atingiu o primeiro lugar em vendas no Reino Unido, porém foi censurada na Itália, Polônia, Suécia, entre outros países. O chefe da Phonogram na Itália foi preso e excomungado. Na América do Sul, ficaram sabendo do disco pelo jornal do Vaticano.
E como ele foi reintroduzido na Itália? Às escondidas, dentro dos discos da Maria Callas, famosa cantora de ópera. Ora vejam vocês… Aos poucos, a canção foi subindo nas paradas inglesas até atingir o topo em outubro de 1969, ficando por lá durante 34 semanas. Foi o primeiro single em língua estrangeira a conseguir tal feito. Já nos Estados Unidos, o máximo que conseguiu chegar foi no 58º lugar. E só em 1986, arrependida, que Brigitte Bardot resolve lançar sua versão.

domingo, 14 de julho de 2013

THE DRIFTERS

Os Drifters serviram de ligação entre Fifties rhythm & blues com Sixties soul music. Eles sintetizaram  o som de grupos vocais de New York. Deles era o som doce, mas das ruas de R & B repleta de influências gospel. O material dos Drifters gravado veio de uma variedade de fontes, incluindo as equipes de composição de  Jerry Leiber e Mike Stoller ,  Doc Pomus  e Mort Shuman e  Gerry Goffin e Carole King . Todos eram  compositores nova-iorquinos que escreveram sugestivamente  romances e temas da vida cotidiana na cidade grande, e os Drifters fizeram disso um veículo ideal para a entrega convincente de tais cenários. Os registros que cortaram com Leiber e Stoller (que dobrou como produtores) introduziu o som de cordas e ritmos latino-tingidas no vocabulário da música popular.

O nome "Drifters" foi escolhido por  Clyde McPhatter , o cantor  de voz melada que foi o primeiro de uma longa série de vozes fortes. Ele não poderia ter escolhido um nome melhor, como membros  que entravam e saiam da banda desde o início. O Hall of Fame abrangem a história do grupo: McPhatter, Ben E. King, Rudy Lewis, Johnny Moore, Bill Pinkney, Gerhart Thrasher e Charlie Thomas. Ao mesmo tempo, um alto padrão consistente foi mantida ao longo da carreira de gravação dos Drifters em Atlantic Records, que durou do final de 1953 e início de 1966. Durante esse tempo, eles cortaram vários recordes que se destacam como marcos da sweet  soul music.
Tão importante foram os Drifters com a Atlantic Records que o rótulo co-fundador  Ahmet Ertegun  proclamou-lhes que tinham singles número um com três cantores diferentes "o maior grupo Atlântica de todos os tempos." - McPhatter, Moore e King - que  se apresentam como uma espécie de registro. A era de  Clyde McPhatter  e os Drifters, que durou apenas 1953-4, rendeu "Money Honey" (a número um R & B hit), "honey Love" e "White Christmas". sua versão da última canção doo-wop inovador resta apenas a segunda Bing Crosby de popularidade. A partir daí, McPhatter serviu no exército e, em seguida, embarcou em uma carreira solo no Atlântico. Com Ben E. King como vocalista, os Drifters começaram a trabalhar com Leiber e Stoller em 1959. O primeiro fruto de sua união era "There Goes My Baby", um clássico pop-R & B com um arranjo de cordas  ritmo emprestado de fontes latinas. Outros sucessos da era King incluem "Save the Last Dance for Me", e "This Magic Moment." King também partiu Para uma carreira solo, gravando "Spanish  Harlem "e" Stand By Me ", ambos clássicos soulful que têm resistido ao teste do tempo.
King foi substituído por Rudy Lewis, que liderou o grupo para a sua terceira milhões de vendas, "Up on the Roof", em 1962. Ele foi seguido por "On Broadway", cantada com grande sentimento por Lewis e definido para um arranjo teatral. Quando  os Drifters estavam finalmente começando a apreciar o sucesso musical sustentado, Lewis morreu de uma overdose de drogas em 1964, e mais uma vez o grupo perdeu uma voz mágica. Johnny Moore, que havia cantado com uma versão anterior dos Drifters, entrou em cena  com o best-seller clássico "Under the Boardwalk". Essa resistência era típico dos Drifters, verificando a grande loja de alma e convicção dentro deles que Era evidente a partir de suas gravações.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

HURRICANE SMITH

Norman "Hurricane" Smith nasceu em Edmonton norte de Londres,Inglaterra em 22 de fevereiro de 1923 e faleceu em 03 de março de 2008 na mesma cidade.
Foi piloto da RAF (Royal Air Force) na segunda guerra mundial e passou a trabalhar com música na EMI nos anos 50, sendo engenheiro de som dos álbuns dos The Beatles desde o primeiro álbum até "Rubber Soul" de 1967, sendo então promovido a produtor chegando a produzir entre 1967 e 1970 três albuns do mítico Pink Floyd.

Era músico, arranjador e compositor, por isso em 1971 fez a música "Don't Let It Die" na esperança de que John Lennon seu velho conhecido a gravasse o que não ocorreu, em função disso ele resolveu lançar a sua própria gravação e fez muito sucesso virando um cantor bem sucedido com quase 50 anos de idade.
Em 1972 seu segundo single "Oh Babe What would You Say?" chegou ao primeiro lugar das paradas na Inglaterra e nos EUA, após isso Hurricane Smith gravou quatro LP's e diversos singles com sucesso relativo, sem contudo conseguir repetir o imenso êxito de seus dois primeiros lançamentos.
De qualquer forma seu nome já estava inscrito na história da música pop por todas as ativades que desmpenhou com extrema competência, dignidade e qualidade artistica.

sábado, 6 de julho de 2013

GLADYS KNIGHT & THE PIPS

Cantora soul norte-americana, nasceu em 28 de maio de 1944 em Atalanta, Georgia. Uma das mais proeminentes cantoras soul, Gladys Knight começou a cantar ainda na sua infância. Com apenas 7 anos de idade venceu o primeiro prémio do programa televisivo Ted Mack's Original Amateur Hour com tema "Too Young". Nesse mesmo ano, formou um grupo gospel com o irmão Merald, a irmã Brenda e os primos William e Eleanor Guest. Atuaram na igreja local até 1957, ano em que um outro primo, James "Pips" Woods, sugeriu que se tornassem profissionais. Aceitaram o desafio, fizeram de James o seu empresário e autodesignaram-se The Pips em sua honra.
Entre 1958 e 1966 gravaram bastantes êxitos pop-soul, um dos quais, "Every Beat Of My Heart", atingiu o Top Ten das tabelas de vendas em 1961. Outros sucessos incluíram "Letter Full Of Tears" e "Giving Up". Durante este período o grupo sofreu algumas alterações na sua formação. Brenda Knight e Eleanor Guest saíram em 1959 e foram substituídas por Edward Patten e Langston George, que por sua vez deixaram os The Pips em 1962. Durante algum tempo a própria Gladys saiu para se casar e dedicar-se à família. Quando regressou, em 1964, o grupo estabilizou a sua formação com Gladys Knight, o irmão Merald "Bubba" Knight (n. 04-09-42) e os primos William Guest (n. 02-06-41) e Edward Patten (n. 02-08-39).
Após dois anos ininterruptos de concertos, assinaram contrato com a editora Motown em 1966. Trabalharam com compositores e produtores como Johnny Bristol, Norman Whitfield e Ashford & Simpson. Sem nunca atingir o sucesso comercial de artistas como The Supremes, Marvin Gaye ou os The Temptations, conseguiram grande êxito com temas como "Friendship Train", "I Heard It Through The Grapevine", "Take Me In Your Arms And Love Me", "It Should Have Been Me", "The End Of Our Road", "Nitty Gritty", "I Don't Want To Do Wrong" e "If I Were Your Woman".

A primeira metade da década de 70 trouxe-lhes sucessos como "Midnight Train To Georgia", "I've Got To Use My Imagination" e "Best Thing That Ever Happened To Me". Em 1973, Gladys Knight e os The Pips obtiveram o seu maior êxito na Motown com "Neither Of Us", tema galardoado com um prémio Grammy na categoria de melhor desempenho vocal pop de dueto, grupo ou coro. Algum tempo depois deixaram a Motown e nos anos seguintes assinaram sucessivamente pelas editoras Buddah, CBS e MCA Records.
Na década de 80 a popularidade do grupo decresceu, havendo a registar os álbuns About Love (1980), Visions (1983) e All Our Love (1987) e os temas "Landlord", "Save The Overtime (For Me)", "You're Number One (In My Book)", "Lovin' On Next To Nothing" e "Love Overboard", com o qual foram galardoados com um prémio Grammy na categoria de melhor desempenho R&B por duo ou grupo.

Em 1986, Gladys Knight juntou-se a Elton John, Dionne Warwick e Stevie Wonder para gravar o single "That's What Friends Are For" que obteve o Grammy na categoria de melhor desempenho pop por duo ou grupo.Em 1988, na cerimónia dos prémios Soul Train Music, Gladys Knight & The Pips celebraram 30 anos de carreira ao receberem o prémio Heritage. No ano seguinte Edward Patten e William Guest retiraram-se do mundo da música para se dedicarem à indústria de gelados, enquanto que Gladys Knight e Merald continuaram a dar espetáculos.

Voltaram a reunir-se em 1990 para uma atuação no espetáculo da CBS Motown 30: What's Goin'On!. Em 1996, foram induzidos ao Rock And Roll Hall Of Fame.
Após prosseguir carreira a solo, Gladys Knight manteve-se como cantora apreciada no circuito pop-R&B norte-americano, tendo lançado álbuns como Good Woman (1991), Many Different Roads (1999) e At Last (2000). Entre os seus maiores êxitos a solo encontram-se "It's Gonna Take All Our Love (1988), "License To Kill" (1989, tema principal da banda sonora do filme de James Bond com o mesmo nome), "Men" (1991) e "Where Would I Be" (1992).
Gladys Knight é também reconhecida por ações importantes desenvolvidas no âmbito das causas humanitárias.
Em 2002, de novo na companhia dos The Pips, gravou o disco Christmas Celebrations, um punhado de canções de Natal, onde estavam incluídos, entre os outros, as Ave Maria de Bach e de Schubert, interpretadas pela voz singular de Gladys Knight.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

CARLY SIMON

Carly Elisabeth Simon (Nova Iorque, 25 de Junho de 1945) é uma premiada cantora e compositora norte-americana.
Filha de um milionário dono de umas das maiores editoras americanas, iniciou a carreira cantando música folk no início dos anos 1960 em parceria com sua irmã Lucy Simon formando, juntas, a dupla The Simon Sisters. A dupla separou-se, por ocasião do casamento de Lucy, e Carly prosseguiu sozinha.


Seu álbum de estreia, em 1971, lançou o êxito "That's The Way I've Always Heard It Should Be". A letra, tratando de questões como o casamento, caiu no gosto do público da época e, a partir de então, Carly iniciou uma sequência de sucessos. No mesmo ano lançou seu segundo disco, Anticipation, no qual a canção homônima e "Legend In Your Own Time" são destaques.
Mas é com The Right Thing To Do, do disco No Secrets (1972), que Simon começa a ser reconhecida internacionalmente. Do mesmo álbum, You're So Vain ganha notoriedade, contando com Mick Jagger (dos Rolling Stones) no vocais de apoio. Em 1974 é a vez de "Haven't Got Time For The Pain" e de "Mockingbird" (num dueto com James Taylor - com o qual foi casada). Em 1977 Carly é convidada a compor e interpretar "Nobody Does It Better" para o filme 007 - O Espião Que Me Amava (007 - The Spy Who Loved Me) e, no ano seguinte, lança Boys In The Trees - que emplacou "You Belong To Me", também gravada pelos Doobie Brothers.

Em 1979, "Just Like You Do", uma canção romântica, atinge o sucesso nas rádios. Também digna de menção é a faixa "Never Been Gone", ambas do álbum Spy.
Em 1980 Carly retorna com o hit "Jesse" do álbum Come Upstairs. Um ano depois, lança um álbum com clássicos da música americana, como "Hurt", "Body And Soul" e "Not A Day Goes By". Traz ainda a inédita "From The Heart", de sua autoria. No Brasil, apenas "Hurt" ganhou as rádios FM.
No ano seguinte, ela grava "Why", para o filme Soup For One, canção com um toque disco, até então um ritmo nunca experimentado pela artista. Em 1983, a agitada "You Know What To Do" (do álbum Hello Big Man) ganha as paradas e, dois anos depois, a artista decide fazer uma incursão pela música eletrônica, lançando Spoiled Girl. O disco não agradou mas, mesmo assim, houve um certo destaque para "Can't Give It Up". No exterior, as faixas "Tired of Being Blonde" e "My New Boyfriend" ganharam certa notoriedade.

Em 1987, o álbum Coming Around Again coloca nas paradas várias canções, além, é claro, da faixa título - tema do filme A Difícil Arte de Amar (Heartburn) - e "Itsy Bitsy Spider", uma popular canção infantil. O álbum inclui ainda a regravação de "As Time Goes By" (canção originalmente ouvida no filme Casablanca), com participação especial de Stevie Wonder na gaita, e arrisca ainda um country ("Hold What You've Got") para encerrar o disco.
Em 1988 a cantora lança um disco ao vivo, interpretando grandes sucessos de sua carreira e, no ano seguinte, convidada a compor a trilha para o filme Uma Secretária de Futuro (Working Girl), ela volta às paradas com "Let The River Run". Embora outras faixas da trilha sonora não tenham sido executadas na rádios, a maioria das composições é de Carly, inclusive os temas instrumentais (destaque aqui para "In Love").
Um ano depois, a regravação de "My Romance" - uma antiga canção - leva novamente Carly Simon às rádios, tanto no Brasil quanto no exterior.
Nos anos seguintes, a cantora não teve o mesmo êxito em suas realizações. O destaque na década de 1990 ficou para o álbum-triplo Clouds In My Coffee, que traz a história da cantora (e depoimentos) e três CD com sucessos e raridades.



Em 2005, o álbum Moonlight Serenade, uma coleção de músicas antigas regravadas pela artista, teve boa aceitação. No Brasil, o disco só foi lançado em 2006.