quarta-feira, 29 de maio de 2013

BOB DYLAN

Robert Allen Zimmerman, mais conhecido como Bob Dylan nasceu em Minnesota no ano de 1941. Aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Mineapólis em 1959, voltou-se para a folk music.


O primeiro álbum de Dylan foi lançado em 1962 e intitulado”Bob Dylan”. No ano seguinte ele lança “The Freewhellin’ Bob Dylan” que trazia “Blowin’ In The Wind”, hit que consagrou Dylan. Todas as faixas do álbum eram de sua própria autoria e as famosas “A hards-rain a gonna-fall” e “Masters Of War”, tornaram-se clássicas como músicas de “protesto”. Em 1963 Dylan participa do Newport Folk Festival , onde foi promovido por Joan Baez (a “rainha” folk da época) como a nova revelação do estilo folk. Em 1964, ele lança “The Times They Are-A-Changing” , um grande sucesso comercial que consolida sua posição no estilo.




Entre 1964 e 1966, Dylan passa por uma fase de transição deixando o movimento folk de lado e se voltando para canções mais pessoais, instrospectivas, ligadas a uma visão mais particular de mundo. Nessa fase, Dylan eletrifica a sua música, passa a tocar com uma banda de blues-rock como apoio e choca a platéia folk, com sua aproximação ao rock. Por outro lado, foi aclamado pela crítica, ampliou o seu público, tornando-se cada vez mais influente entre artistas contemporãneos e lançando os mais apreciados discos de sua carreira. Em 1966, após uma conturbada turnê pela Inglaterra, devido ao formato rock dos shows, Dylan sofreu um grave acidente de moto que o afastou dos palcos e gravações até 1968. Em seu retorno, supreendeu público e crítica com o álbum “John Wesling Hardin”, fortemente influenciado pelo country, tendência que acentuou-se no trabalho seguinte, “Nashville Skyline”, que trouxe o clássico “Lay Lady Lay” para as paradas.
Em 1969 ele participou do Festival da Ilha de Wight e em 1971 participou do Concerto para Bangladesh, organizado por George Harrison . Depois disso, Dylan só voltou a realizar turnês em 1974. A década de 70 não foi muito favorável para Dylan que não foi muito bem aceito pela crítica, considerado muito abaixo de seus melhores momentos. De qualquer forma algumas músicas dessa época ganharam destaque como: “If Not For You” (1970), “Knockin’ on Heaven’s Door” (1973), “Forever Young” (1974).
Quando Dylan volta as turnês, acompanhado pelo grupo The Band, retorna a evidência e ao sucesso, principalmente pelo elogiado duplo ao vivo “Before the Flood” (1974). Na retomada da carreira de forma mais ativa, Dylan produz em 1975 o famoso”Blood On Tracks” e “Desire” em 1976, considerados pela crítica os melhores discos nos anos 70. Em 1977 Dylan se divorciou de Sara Lownes, com quem era casado desde 1965, e passou por uma fase de crise pessoal, que acabou se refletindo em seu trabalho. Em 1978, saiu para uma turnê mundial (que grande parte foi registrada no duplo ao vivo “At Budokan”) e acabou se focando na música gospel, ao se converter e se filiar a uma igreja. Nesta nova fase, “Slow Train” (1979) ainda traz momentos inspirados: a canção “Gotta Serve Somebody” ganhou um Grammy, mas os discos seguintes são irregulares.

Em 1983, Dylan lança “Infidels” e afastado da fé cristã, volta de maneira repentina para as suas raízes judaicas e parece reencontrar certo equilíbrio artístico. Bem recebido pela crítica, é considerado seu melhor álbum desde Desire. Em 1988, chega às lojas “Down In The Grovy”, álbum que passou despercebido por crítica e fãs. Em 1989 ele lança o álbum “Oh Mercy” bastante elogiado pela qualidade das músicas e volta às paradas com a banda Traveling Wilburys, formado com os amigos George Harrison, Tom Petty, Jeff Lynne e Roy Orbison. No início da década de 90, Bob Dylan dá uma “parada” na carreira. Para comemorar e fazer um balanço de seus 30 anos de trajetória, ele volta a gravar folk tradicional, acústico, sem se importar com o pouco apelo comercial deste gênero nos dias atuais. Em 1992 é realizado um show-tributo em grande estilo, com a participação de vários nomes do rock, country e do soul cantando suas músicas: Eric Clapton, Stevie Wonder, Neil Young, Willie Nelson, Lou Reed, Eddie Vedder entre outros. Em 1994, Dylan produziu um acústico para a MTV. E em 1997 ele lança “Time Out Of Mind” que ganhou vários Grammys. Em 2001 Dylan lança “Love and Theft”  que confirma a qualidade musical do cantor de “Time Out Of Mind”.
Com “Modern Times”,lançado em 2006, Dylan conquista pela quarta vez na carreira a liderança do ranking dos mais vendidos dos Estados Unidos, vendendo 192.000 cópias na primeira semana. A última vez que Dylan tinha alcançado a liderança nos Estados Unidos, foi com o álbum “Desire”, de 1976, que ficou 5 semanas no topo das paradas. Antes disso, alcançou o primeiro lugar com o clássico disco “Blood On The Tracks”, em 1975, e com “Planet Waves”, no ano anterior.

domingo, 26 de maio de 2013

TIN TIN

Tin Tin foi uma banda Australiana de rock, que se formaram pela primeira vez no Reino Unido em 1966. A banda composta por Steve Kipner (vocais, teclados, percussão), Steve Groves (vocais, guitarra, percussão), Johnny Vallins (baixo, guitarra, vocais) e Geoff Bridgford (bateria).


A banda foi formada por Steve Groves e Steve Kipner , que nomeou a banda depois do popular desenho animado belga As Aventuras de Tintin . Através de uma amizade com Maurice Gibb dos Bee Gees , que viria a produzir tanto de seus singles e dois de seus álbuns, a dupla assinou um contrato de um álbum com o produtor musical Robert Stigwood . Em 1969 Maurice produziu  o álbum de estréia,  que tinha semelhança marcante em cerca de metade das faixas,  com as harmonias do Bee Gees.
O LP vendeu muito pouco até a balada  " Toast and Marmalade for Tea ", com vocais de Kipner, foi tardiamente lançada como single na primavera de 1971 , atingindo No. 20 na Billboard Hot 100 .  Foi a música mais lembrada,e  que fez maior sucesso da Banda Tin Tin.



Após o inesperado sucesso do single, Tin Tin excursionou com os Bee Gees  em turnê americana . Outras versões vendeu muito pouco e a dupla se separou pouco depois. Toast, enquanto raramente tocada em oldies rádio hoje em dia, é considerado por alguns críticos como um dos melhores e mais ambicioso de singles .
Um  outro single, foi lançado sob o nome de "Coro", também na etiqueta Polydor, mas teve pouco sucesso.
Depois de Tin Tin dissolvida em 1973, Kipner passou a escrever e produzir canções para Chicago (" Duro Habit to Break "), Olivia Newton-John (" Physical "e" Twist of Fate "), Christina Aguilera ,  98 Degrees and Dream.



AH!!.. " BONS TEMPOS "

quarta-feira, 22 de maio de 2013

PETER PAUL & MARY

Peter, Paul and Mary foi um trio de folk music dos Estados Unidos, composto por Peter Yarrow, Noel Paul Stookey e Mary Travers.
O empresário Albert Grossman criou o grupo Peter, Paul and Mary em 1961, depois de uma audição com diversos cantores da cena folk de Nova York. Após ensaiá-los em Miami, Grossman agendou uma apresentação do trio no The Bitter End, um café popular no cenário folk do Greenwich Village. Eles gravaram seu primeiro disco, Peter, Paul and Mary, no ano seguinte. O álbum incluía "500 Miles", "Lemon Tree", e o hit de Pete Seeger "If I Had a Hammer" (subtitulada "(The Hammer Song)") e "Where Have All the Flowers Gone?". O álbum foi listado no Top Ten da Billboard por dez meses, incluindo sete semanas na posição nº1, e permaneceu pelas próximas décadas um sucesso de vendas estável, vendendo cerca de dois milhões de cópias, ganhando um disco de platina duplo da RIAA só nos Estados Unidos.

O grupo debutou na televisão em 1961 ou 1962 no talk show PM East/PM West, apresentado por Mike Wallace e Joyce Davidson. Por volta de 1963, Peter, Paul and Mary haviam gravado três álbuns. Todos os três estiveram no Top Tenna semana do assassinato do presidente John F. Kennedy.

Em 1963, o grupo ainda lançou "Puff the Magic Dragon", com música de Yarrow e letra baseada em um poema de um estudante da Universidade Cornell, Leonard Lipton. Embora a lenda afirme que a canção é recheada de referências a drogas, ela provavelmente trata do fim da inocência infantil .
Em 1963, o grupo apresentou "If I Had a Hammer" na Marcha sobre Washington, lembrada especialmente pelo discurso "Eu Tenho Um Sonho" do reverendo Martin Luther King, Jr.. Um de seus hits mais importantes foi a canção de Bob Dylan "Blowin' in the Wind". Eles também cantaram outras canções de Bob Dylan, como "The Times They Are a-Changin'"; "Don't Think Twice, It's All Right" e "When the Ship Comes In", talvez sua música mais memorável. Seu produtor, Albert Grossman, também era empresário de Dylan. Seu sucesso com a música de Bob Dylan "Don't Think Twice, It's All Right" ajudou a projetar o álbum do próprio Dylan "The Freewheelin' Bob Dylan", lançado poucos meses antes, para o Top 30.3



"Leaving On A Jet Plane", escrito pelo amigo do grupo John Denver, tornou-se seu único hit Top 1 (bem como seu último hit Top 40) em dezembro de 1969, e foi o único single disco de ouro (um milhão de cópias vendidas). "Day Is Done", Hit #21 em junho de 1969, foi o último hit Hot 100 que o trio gravou.
O trio terminou em 1970 e todos seguiram em carreiras solo, com sucesso muito aquém do que eles haviam experimentado como grupo.
Em 1978, eles reuniram-se para um concerto contra a energia nuclear, continuaram a gravar discos juntos e planejaram uma turnê, fazendo cerca de 45 shows por ano, até a morte de Mary Travers em 2009.
Em 2004, Travers foi diagnosticada com leucemia, resultando no cancelamento das datas remanescentes da turnê daquele ano. Ela recebeu transplante de medula, e logo retornou com a turnê junto do resto do trio em 9 de dezembro de 2005 com uma performance no Carnegie Hall.
Em 2007, o trio trio cancelou diversos shows à medida que Mary apresentava melhoras aquém das expectativas. Foi preciso submetê-la a uma segunda cirurgia devido à doença, e cancelar novamente a turnê.
Travers foi impedida de se apresentar na turnê do trio no verão de 2009 devido à doença, mas Peter e Paul apresentaram-se como um duo nas datas agendadas, nomeando o show de "Peter & Paul Celebram Mary e 5 Décadas de Amizade."
O trio Peter, Paul and Mary terminou em 16 de setembro de 2009, quando Mary Travers morreu aos 72 de complicações resultantes da quimioterapia , mesmo ano em que o grupo foi incluído no Hit Parade Hall of Fame.


domingo, 19 de maio de 2013

BILLY VAUGHN

Billy Vaughn (12 de abril de 1919 — 26 de setembro de 1991) foi um maestro, arranjador e compositor norte-americano nascido em Glasgow (Kentucky), que fez muito sucesso nas décadas de 50/60 e que gravou com sua orquestra, clássicos da música mundial, tais como Melody of Love, Sail Along Silvery Moon, Whells, Oh, My Papa, The Apartment, Look For a Star, La Paloma, El Choclo, La Golondrina, Estrellita, La Cumparsita, El Manisero, Aquarela do Brasil e muitas outras.



A orquestra de Billy Vaughn marcou época ao lado das orquestras de Ray Conniff, Lawrence Welk e algumas outras menos famosas. Foi a belíssima época das Big Bands. Guardadas as devidas proporções, a orquestra de Billy Vaughn foi para os anos 50 o que as Big Bands representaram para os anos 40. Paralelamente à gravação dos LPs da sua orquestra, Billy Vaughn escrevia também arranjos para as canções dos artistas da sua gravadora Dot Records, entre eles, Pat Boone, Gale Storm, The Fontaine Sisters.




A música de Billy Vaughn começou a ter essa aura de romantismo depois que ele gravou em 1955, Melody of Love. O seu reconhecimento definitivo veio somente três anos depois, em 1958, quando gravou Sail Along Silvery Moon, que vendeu mais de três milhões de discos e lhe trouxe fama mundial. Foi a partir dessa gravação que surgiu o Twin Sax Sound (som dos saxofones gêmeos), marca registrada de Billy Vaughn, responsável pelas centenas de prêmios por recordes de vendagem de discos ao redor do mundo. Em 1991, aos 72 anos de idade, Vaughn morreu de câncer em Escondido, Califórnia.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

THE FEVERS ( Jovem guarda)

The Fevers é uma banda brasileira de rock e pop formada no Rio de Janeiro em 1964 e associada ao movimento da Jovem Guarda. Fez muito sucesso na segunda metade da década de 1960 e início da década de 1970, vindo se consagrar nos anos 1980 com as aberturas das novelas (Elas por Elas e Guerra dos Sexos, da Rede Globo). O grupo continua em plena atividade até os dias de hoje.
Criada em 1964, a banda originalmente se chamava The Fenders  e seus membros originais eram Almir Bezerra (vocais e guitarra), Liebert (contrabaixo), Lécio do Nascimento (bateria), Pedrinho (guitarra), Cleudir (teclados) e Jimmy Cruise (vocais). Em 1965, Jimmy saiu do grupo e os membros remanescentes decidiram mudar o nome para The Fevers, foi quando entraram mais dois componentes, Miguel Plopschi em 1965 e Luiz Claudio em 1969.


Gravaram seus primeiros discos em 1965 e 1966 pela Philips, os compactos Vamos dançar o letkiss (versão de Letkiss), Wooly Bully (de Domingo Samudio, em versão) e Não vivo na solidão. Em 1966 apareceram no filme Na Onda do Iê-Iê-Iê.
Passando para a Odeon ainda em 1966, revelaram-se um dos mais importantes grupos vocais-instrumentais da Jovem Guarda. Fizeram (muitas vezes sem créditos nos discos) o acompanhamento instrumental de gravações de Eduardo Araújo (O bom), Deny e Dino (Coruja), Erasmo Carlos (os LPs O Tremendão e Você me acende), Roberto Carlos (gravações como Eu te darei o céu e Eu estou apaixonado por você), Golden Boys, Wilson Simonal (faixas como Mamãe passou açúcar em mim), Trio Esperança (LP A festa do Bolinha), Jorge Ben (o LP O bidu/Silêncio no Brooklin) e o primeiro LP de Paulo Sérgio.
O grupo foi eleito melhor conjunto para bailes em 1968 e lançou um LP chamado Os Reis do Baile. No ano de 1965, entra na banda o saxofonista Miguel Plopschi, em 1969 o vocalista Luís Cláudio entrou para a banda cantando os grandes sucessos em inglês; em 1975 entrou Augusto César, no ano seguinte Pedrinho sai da banda. Em 1979, com a saída de Almir, a banda convidou Michael Sullivan que dividiu o vocal com Augusto César.
Em 1982 a música Elas por Elas (Augusto César e Nelson Motta) entrou na abertura da novela da TV Globo colocando o grupo como um dos grandes vendedores de discos e de shows do país. Em 1983, outra abertura de novela: a música Guerra dos Sexos (Augusto César e Cláudio Rabello) trouxe um público mais jovem a conhecer o trabalho do grupo. O componente Miguel Plopschi se desliga da banda e assume a direção artística da gravadora BMG nessa época.

Em 1984, ao fazerem participação especial no LP da recém-criada banda infantil Trem da Alegria, ajudaram a alçá-la ao estrelato, sendo parte fundamental na composição da lendária música Uni Duni Tê, uma das melhores músicas infantis já criadas no Brasil,A voz é do vocalista Augusto Cesar.
Em 1985, entra Miguel Ângelo como tecladista da banda, Michael Sullivan sai no ano seguinte. Em 1988, Augusto César grava um disco solo e convida o talentoso vocalista e guitarrista César Lemos que permanece 3 anos no grupo. Em 1988, é a vez de Cleudir sair.

Na década de 1990, outra mudança na banda: sai César Lemos e entra o guitarrista Rama. Por problemas de saúde, sai o baterista Lécio e entra Darcy. Almir Bezerra retorna à banda depois de 12 anos. Em 1994, Darcy dá lugar ao baterista Otávio. Com esa formação, The Fevers passa a década de 90 fazendo músicas de sucesso, porém como se tivesse começado uma nova banda.
Em meados de 2000, Almir sai novamente da banda e quem assume o vocal principal agora é Luis Claudio.

domingo, 12 de maio de 2013

Kyu Sakamoto

Kyu Sakamoto (Kawasaki, 10 de dezembro de 1941 — 12 de agosto de 1985) foi um ator e cantor japonês.
Nasceu na periferia de Kawasaki, Kanagawa, Japão, e era o menor de 9 irmãos do casamento de Hiroshi e Iku, funcionários de um restaurante. Ao estudar na escola básica e secundária começou a cantar, e em 1958 se integrou ao grupo vocal “Drifters” como vocalista.

Sua música mais popular (“Ue o muite aruko”) era mais conhecida como “Sukiyaki”, e foi um grande sucesso no Japão. Atingiu o primeiro lugar na Billboard Pop Charts nos Estados Unidos da América em 1963. Tornou-se até hoje a única canção de língua japonesa a atingir este sucesso.
Morreu tragicamente em 1985 no acidente do vôo Japan Airlines 123. Antes do impacto da aeronave com o solo escreveu um bilhete para sua esposa Yukiko Kashiwagi. Deixou dois filhos.





quarta-feira, 8 de maio de 2013

FAÍSCA E FUMAÇA (desenho)

Os corvos mais malucos dos desenhos animados foram criados por Paul Terry em cima de uma idéia até então pouco explorada no mundo dos cartoons: gêmeos idênticos. Produzida pela Terrytons para a Warner em 1946 e transmitidos por vários canais de televisão no Brasil, nos anos 60, 70 e 80, a série animada Faísca e Fumaça não teve cores até 1960. A série durou 53 episódios até 1971, quando já era em cores.


Faísca e Fumaça era irmãos idênticos em praticamente tudo, nos movimentos quase o tempo todo sincronizados, e até na voz, já que o diretor da série, Mannie Davis, fez questão que um único ator dublasse os dois personagens na versão original. Na verdade a única diferença está no nome dos personagens, mas a dessemelhança na versão original também é bem pequena, um se chama Heckle e o outro Jeckle, ou seja, apenas a primeira letra de cada nome.


Os dois vivem tentando atacar uma plantação de milho, o que acaba sempre os colocando em apuros, que eles contornam muito bem usando pra isso a velha e boa malandragem e esperteza. Por aprontarem várias, Faísca e Fumaça são sempre perseguidos. Em alguns desenhos os dois aparecem até como presidiários, só para evidenciar o caráter nada agradável desses dois corvos malucos.

domingo, 5 de maio de 2013

OTIS REDDING

Otis Redding (9 de setembro de 1941 - 10 de dezembro de 1967) foi um cantor de soul estado-unidense, conhecido por seu estilo passional e pelo sucesso póstumo "(Sittin' On) the Dock of the Bay". Foi considerado pela revista Rolling Stone o 8° maior cantor de todos os tempos. E pela mesma o 21° maior artista de todos os tempos (pelo conjunto da obra).

Otis Redding nasceu na pequena cidade de Dawson, Geórgia. Quando tinha cinco anos, sua família se mudou para Macon também na Georgia, onde Otis começou a cantar no coral de uma igreja e na adolescência ganhou o show de talentos do "Douglass Theatre" por 15 semanas consecutivas.  Sua primeira influência musical foi Little Richard, que também havia morado em Macon.  Ainda na adolescência resolveu sair da cidade, dizendo que se aquele não tinha sido o lugar para Little Richard, não seria o lugar para ele também.


Em 1960, Otis Redding começou uma turnê pelo sul dos Estados Unidos com Johnny Jenkins and the Pinetoppers. Além de cantar, Otis trabalhava como motorista de Jenkins. No mesmo ano fez suas primeiras gravações, "Fat Gal" e "Shout Bamalama", com seu grupo com o nome "Otis Redding and the Pinetoppers", lançado pelos selos musicais "Confederate" e "Orbit".
Em 1962 fez a sua primeira marca no mundo da música, durante uma sessão de Johnny Jenkins, quando o estúdio ficou vago, ele gravou "These Arms of Mine", uma balada de sua autoria. A música virou um pequeno hit pela "Volt Records", uma subsidiária do renomado selo sulista Stax Records que tinha sede em Memphis, Tennessee.


Redding compunha a maioria de suas músicas, prática não muito comum na época, às vezes em parceria com Steve Cropper (do grupo Booker T. & the MG's). Em julho de 1967 ele se apresentou no influente Festival Pop de Monterey.
"(Sittin' On) the Dock of the Bay" tornou-se famosa um ano depois da morte de Redding em um acidente de avião em Wisconsin, juntamente com sua banda de apoio The Bar-Kays.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

PAPAI SABE TUDO ( Seriado)

A história da série Papai Sabe Tudo ou Father Knows Best começou no dia 20 de dezembro de 1948, quando o escritor Ed James resolveu gravar um disco, onde narrava o dia-a-dia de um pai de família chamado Jim Henderson, que depois passou a se chamar Jim Anderson.Alguns meses mais tarde, exatamente no dia 25 de agosto de 1949, esta história passou a ser apresentada na Rádio NBC, como Father Knows Best? (com interrogação), contando a história de uma família de classe média, típica dos anos cinqüenta, composto pelo pai Jim Anderson, vocalizado exatamente por Robert Young, que mais tarde seria o protagonista da série de televisão.

A história do espetáculo era centrado num homem que trabalhava como um agente de seguro e tinha uma boa família, composta pela sua esposa Margareth, que inicialmente foi interpretada por June Whitley, depois substituída por Jean Vander Pyl, juntamente com seus filhos Betty (Rhoda Williams), Bud (Ted Donaldson) e Kathy (Norma Jean Nilson), além de outros participantes como Eleanor Audley, Erva Vigram e Sam Edwards. O programa era apresentado toda quinta-feira à noite e assim permaneceu até o seu encerramento em 19 de novembro de 1953. Pouco tempo depois a companhia produtora Rodney-Young Enterprises transplantou o espetáculo para a televisão, mantendo o mesmo esquema básico e personagens, retirando apenas a interrogação do título da série, pois o mesmo sugeria um papel do pai de um árbitro um tanto duvidoso. Do elenco do rádio somente Robert Young continuou fazendo o papel, os outros foram substituídos por novos atores.
O ator Robert Young e o produtor Eugene B. Rodney eram amigos desde 1935 e baseado nas suas experiências que cada um tinha com as esposas e filhos, resolveram produzir esta comédia para a televisão, reinterpretando novamente as apresentações que eram feitas na rádio e acrescentando um pouco de daquilo que eles gostariam que acontecessem em suas casas no dia-a-dia. Todo o dia, Jim Anderson (Robert Young) chegava em casa e encontrava pela frente os acontecimentos normais do cotidiano de toda casa, mas depois de tirar os sapatos e vestir uma roupa bem mais confortável, ele procura resolver com muita sabedoria e bom humor todos aqueles conflitos.
Era um pai afetuoso com a mulher Margareth (Jane Wyatt) e tratava os filhos com muito carinho, gostava saber dos seus problemas e adorava chamar a sua filha mais velha Betty (Elinor Donahue) de princesa, sem esquecer da precoce caçula da família Kathy (Lauren Chapin) e do adolescente Bud (Billy Gray). O espetáculo da televisão possuía diferenças marcantes em relação a rádio. Lá na rádio, Jim era bem mais sarcástico e mostrava quem realmente “regia” sua família. Bud era retratado como um garoto pouco inteligência, que levava tudo ao pé da letra.  Betty era mostrada como uma adolescente doida que a tudo respondia “A pior coisa que podia me acontecer”, por menor que fosse a coisa e em diversas ocasiões Jim se referia aos seus filhos como um grupo de crianças estúpidas, mas Margareth se mostrava uma pessoa razoável e muito paciente.
Father Knows Best foi talvez a mais importante comédia familiar dos anos cinqüenta, mais pelo que ela representava do que na realidade era de fato. Em essência, a série era uma comédia familiar de classe média onde o pai era mostrado como aquele que melhor sabia do que era bom para sua esposa e seus filhos.   Father Knows Best foi produzida pela companhia produtora Screen Gems, passando a ser apresentado na televisão a partir de 3 de outubro de 1954, pela rede CBS e encerrando no dia 17 de setembro de 1950, num total de 203 episódios.
No Brasil esta série ficou conhecida como Papai Sabe Tudo e fez um tremendo sucesso quando apresentado aqui pela primeira vez, tanto que o comediante Renato Corte Real fez um programa que parodiava esse seriado chamado Papai Sabe Nada, onde tudo geralmente acontecia ao contrário da série de televisão. A série norte-americana foi apresentada na TV Tupi na década de 60, na Rede Globo na de 70 e na TV Cultura em 80.



AH!!... BONS TEMPOS