quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

ARETHA FRANKLIN


Data de Nascimento:25-03-1942
Local de Nascimento:Memphis, TN
País de Origem:EUA
Aretha Franklin é considerada a "rainha" da música soul. Os seus sucessos estrondosos do final dos anos 60 ("Respect", "I Never Loved A Man", ou "Chain Of Fouls", entre muitos outros), valeram-lhe o cognome de "Lady Soul", que desde então tem sido usado sem contestação para a designar.

As raízes de Aretha no gospel são bastante fundas e remontam à época em que cantava com as suas irmãs (na década de 50) no coro de uma igreja de Detroit, onde o seu pai era Reverendo. Aretha grava os seus primeiros discos como cantora de gospel com apenas 14 anos.
Durante a primeira parte da década de 60, Aretha grava pela Columbia com regularidade, conseguindo alguns sucessos de R&B, sem, no entanto, atingir o estatuto de estrela.
A meio da década deixa a Columbia e muda-se para a Atlantic. Conhece então o produtor Jerry Wexler, que estava determinado a fazer sobressair o lado mais soul de Aretha. Seguindo esta direcção, é editado o single "I Never Loved A Man (The Way I Loved You)", gravado com estimáveis músicos de R&B. A música revela-se um daqueles raros momentos de alquimia perfeita na música pop.


No final dos anos 60, Aretha Franklin tornou-se uma das maiores estrelas da música pop (em sentido lato). Muitos viram nela um símbolo da própria América negra, reflectindo a confiança e orgulho crescentes dos afro-americanos, numa década onde triunfavam os movimentos dos direitos civis da comunidade negra. 
A provar o seu sucesso, estão os dez top ten hits que conseguiu entre 1967 e 68, bem como os constantes médios e grandes sucessos que regista nos cinco anos seguintes. Os seus discos desta época vendiam mais do que qualquer outra estrela soul, revelando acima de tudo uma grande consistência artística.
Aretha conseguiu manter um momentum criativo, em parte devido, à escolha ecléctica do seu material, que incluía originais de primeira classe, gospel, blues, pop e versões de rock de grupos como os Beatles ou Simon & Garfunkel.
No início da década de 70, conhece um sucesso artístico e comercial ímpar. Durante esse período, consegue novos hits como "Spanish Harlem", "Bridge Over Troubled Water" e "Day Dreaming". Em seguida, edita dois dos seus mais aclamados álbuns: "Live At Filmore West" e "Amazing Gaze", este último um duplo LP, onde mergulhava nas suas raízes gospel, num disco gravado com James Cleveland & The Southern California Community Choir, que chegou ao top ten e que foi considerado um dos maiores discos gospel-pop de todos os tempos.

Durante os anos seguintes, Aretha regista mais alguns hits, nomeadamente "Angel" e uma versão de "Until You Come Back To Me" de Stevie Wonder. Mas é nesta altura que a sua inspiração parece começar a desvanecer e o seu material se torna mais orientado para a pop. No final da década, o seu contrato com a Atlantic cessa e, a partir daí, os hits surgem de forma intermitente ("Who's Zooming Who" e "Jump To It", estão entre os mais populares), deixando de ter estatuto de estrela que tinha no pico da sua carreira. Muitos dos seus hits eram agora duetos, nomeadamente um com Luther Vandross. 
Mantendo-se numa toada pop nos anos subsequentes, é de registar novo regresso ao gospel em 1987, com o álbum "One Lord, One Faith, One Baptism".
Em relação ao seu material mais recente, como acontece com grande parte das estrelas rock dos anos 60, tem havido reacções díspares. Alguns vêem em Aretha uma voz magnífica desperdiçada em material medíocre acompanhado por produções pobres, outros, procuram agarrar-se a uma qualquer justificação, aclamando-a sempre que parece surgir alguma tentativa de ressurgimento às suas raízes soul. No entanto, todos parecem concordar que os seus discos pós-fase áurea de 70, parecem inconsequentes quando comparados com os da época de ouro da Atlantic. 
Entretanto, e apesar da morna recepção aos seus recentes trabalhos, Aretha Franklin é uma instituição que gera enorme respeito (mesmo para aqueles que possam eventualmente não a apreciar), com uma habilidade extrema para atrair público para os seus espectáculos, independentemente do (in)sucesso de vendas dos últimos trabalhos.


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