quarta-feira, 28 de novembro de 2012

BARRY MANILOW


Barry Alan Pincus, mais conhecido como Barry Manilow, (Brooklyn, 17 de junho de 1943) é um cantor e compositor estadunidense, muito conhecido pelos seus hits dos anos 70 I Write the Songs, Mandy e Copacabana.
A carreira sem igual de Barry Manilow está calcada numa sólida reputação como cantor, compositor, arranjador e produtor. Ele lota casas de espetáculos, bate recordes de audiência na televisão, compõe trilhas de cinema e para a Broadway e já vendeu 60 milhões de discos no mundo todo. Seu sucesso está devidamente ilustrado por uma coleção de prêmios Grammy, Emmy e Tony Awards, além de uma indicação ao Oscar. Portanto, não é à toa que a bíblia da indústria fonográfica Radio & Records o considera imbatível na categoria Adulto Contemporânea de Todos os Tempos.


O envolvimento de Manilow com a música começou com aulas de piano e acordeão na casa de um vizinho. Ele ainda morava no Brooklin quando decidiu que faria disso uma carreira e assim que entrou na Escola de Música de Nova York, conseguiu um emprego de contínuo na CBS para pagar suas despesas, sem jamais imaginar que este seria o primeiro passo para o estrelato.
O golpe de sorte aconteceu numa tarde em que lhe pediram para procurar canções de domínio público para a adaptação do melodrama musical The Drunkard, mas ao invés de atender o pedido, ele compôs a trilha inteira! E o musical fez tanto sucesso que permaneceu em cartaz por oito anos.
Após o debut, Barry se tornou o diretor musical do seriado Callback, acumulando as funções de compositor, produtor e cantor dos jingles para a rádio e TV CBS. Paralelamente, também cantava no clube Upstairs at the Dowstairs, onde conheceu a atriz Bette Midler, que o convidou para ser o pianista e arranjador de seu primeiro disco, The Divine Miss M. Esse álbum recebeu disco de ouro e o Grammy de Melhor do Ano de 1972, o que induziu Barry a produzir o trabalho seguinte da cantora, o platinado Bette Midler (1973).


Na mesma época, ele assinou com a Bell Records — mais tarde, Arista Records — para gravar seu álbum de estréia, mas Midler o persuadiu a continuar como produtor em sua primeira turnê nacional. Ele aceitou, contanto que pudesse cantar três canções na segunda parte do show. Ela concordou. Quando Barry iniciou sua própria turnê em 1974, ‘Mandy’ já era um hit de 25 consecutivos Top 40, marca que foi superada nos anos seguintes por ‘Even Now’, ‘This One For You’, ‘Weekend in New England’, ‘I Write the Songs’, ‘Trying to Get the Feeling Again’ e outras canções de sua autoria.
Bastaram quatro anos para que ele igualasse o feito de Frank Sinatra e Johnny Mathis, com cinco álbuns emparelhados no topo das paradas. Um momento oportuno para a estréia do The Barry Manilow Special, show que obteve audiência de 37 milhões para a ABC-TV e um Emmy Award de Melhor Especial do Ano. Depois vieram The Second Barry Manilow Special (1978), The Third Barry Manilow Special (1979) e a superprodução One Voice (1980), que serviu de aquecimento para a turnê In the Round World (1981-82), cujos melhores momentos estão no box set que bateu o recorde de vendas dos Rolling Stones.


O último show dessa turnê aconteceu no Royal Albert Hall, as notícias da época contam que os fãs enfrentaram a pior tempestade da história inglesa para vê-lo desembarcar no aeroporto Heatrow. Havia trezentos policiais formando um cordão humano para conter o que o British Daily Mail descreveu como “uma histeria jamais vista desde o apogeu de Elvis e dos Beatles”. Para retribuir a calorosa recepção, Manilow lançou Live in Britain e se tornou o primeiro americano a estrear no Reino Unido como o nº 1 das paradas na mesma semana de lançamento, conquistando três discos de platina consecutivos e o recorde dos Beatles.
Os dois anos seguintes foram dedicados à Around the World Tour in 80 Dates, que teve como ponto alto o show histórico no Palácio de Blenheim, na Inglaterra, ao qual Barry se refere como o evento mais importante de sua carreira. Ele encerrou a turnê com um concerto beneficente no Royal Festival Hall, tendo a princesa e o príncipe de Gales como anfitriões.
Em 1985, incansável, ele acrescentou um álbum de estúdio às paradas, o primeiro após três anos na estrada, e estreou na CBS a comédia musical Copacabana, baseada na canção homônima que ganhou o Grammy de 1978. Ele conta que a idéia da canção surgiu durante a viagem que fez ao Rio de Janeiro com seu parceiro de composições Bruce Sussman. Ficaram hospedados no Copacabana Palace e de tanto ler o nome do hotel em cinzeiros, toalhas e toda sorte de produtos, passaram a achar a palavra incrivelmente sonora. O espetáculo entrou no Top Ten de produções para TV daquele ano e foi revisitado em 2000 para comemorar os 54 anos de Manilow. A montagem com Franc D’Ambrosio e as Copa Girls foi novamente dirigida por ele e percorreu 32 cidades norte-americanas.

Entre turnês sucessivas, Barry produziu o álbum With My Lover Beside Me, da cantora de jazz Nancy Wilson, além de compor melodias para letras inéditas de Johnny Mercer. O que já havia feito, com a canção ‘When October Goes’, para o álbum Paradise Cafe (1984). Quando as gravações terminaram, ele partiu para uma aventura no mundo da animação, compondo trilhas para os filmes Thumbelina, The Peeble and the Penguin e Rapunzel.
Seu 30º álbum rendeu tributo a Frank Sinatra reunindo canções que fizeram grande sucesso na voz do cantor. O disco recebeu duas indicações ao Grammy de 1998 e entrou no repertório da turnê realizada no Reino Unido. No ano seguinte, Manilow recrutou trinta músicos de estúdio para encorpar a banda que o acompanharia ao Carnegie Hall, para um show em prol dos vitimados pela Aids.
Sem dúvida foi uma apresentação espetacular. Com quatro décadas de experiência, Barry Manilow sabe o que seus fãs querem ouvir: ‘Even Know’, ‘Somewhere Down the Road’, ‘Copacabana’, ‘Can’t Smile Without You’, ‘Mandy’… “Nunca houve uma escolha entre a música e qualquer outra coisa, ninguém, nada conseguiu despertar um sentimento aproximado a essa paixão que me guia através dos anos. Sou totalmente comprometido com a minha música e meus fãs”, ele afirma com convicção.

domingo, 25 de novembro de 2012

Garotas! Garotas! Garotas! (Girls! Girls! Girls!) ELVIS PRESLEY

SINOPSE

O guia de pesca Ross Carpenter (Elvis Presley) tem duas paixões... o mar e Garotas! Garotas! Garotas! Sonhando em ter seu próprio barco algum dia, o carismático pescador trabalha também como cantor de um hotel para ganhar dinheiro. No palco ele atrai a atenção de todos e os olhares de mais de uma garota. Dividido entre a festiva atração principal da boate (Stella Stevens) e a charmosa socialite, que posa de moça trabalhadora (Laurel Goodwin), Ross tem que decidir qual será a garota de sorte que vai fazer seu coração cantar.

Informações Técnicas

Título no Brasil:  Garotas! Garotas! Garotas!
Título Original:  Girls! Girls! Girls!
País de Origem:  EUA
Gênero:  Musical / Comédia
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 98 minutos
Ano de Lançamento:  1962
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.:  Paramount Pictures
Direção:  Norman Taurog


Elenco

Elvis Presley ... Ross Carpenter
Stella Stevens ... Robin Gantner

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

DENY E DINO ( Jovem Guarda)

Deny e Dino é uma dupla musical brasileira formada inicialmente pelos cantores e compositores José Rodrigues da Silva, o Deny (Santos, 1944) e Décio Scarpelli, o Dino (Santos, 1942 – São Paulo, SP 1994)

A dupla se conheceu em Santos, em 1956, e no final da década de 1950 formavam "Os Boas Pintas", que cantava nas rádios e boates. Nos anos 60, convidados para participar dos programas de televisão de Hugo Santana, adotaram os cognomes de Deny e Dino, e na época gravaram o primeiro compacto, para a Odeon, em 1966, com a música Coruja (da dupla), que obteve grande sucesso. Participantes do programa Jovem Guarda, da TV Record, em São Paulo, lançaram várias composições, como “Eu não me importo”, “Lição de moral”, “O estranho homem do disco voador”, incluídas todas no LP Coruja, que vendeu mais de dois milhões de cópias, um feito inacreditável para a época.
Em 1969 a dupla gravou o LP Deny e Dino, também pela Odeon. Outros sucessos foram: O maior golpe do mundo (Continental, 1975), com música-título de Marcos Lago e Dino Rossi, e Cantem comigo (Top Tape, 1973).
A dupla gravou mais de 30 compactos e 10 LPs e participou de muitos programas de televisão da década de 1960. Assunto obrigatório em jornais e revistas, a dupla esteve com muitas outras músicas nas paradas de sucesso da época e ganhou vários discos de ouro e troféus como os famosos Chico Viola e Roquete Pinto.
Suas músicas também foram tocadas em todos os países da América Latina.


Após a morte de Dino, em 1994, Deny continuou carreira com outro parceiro, Elliot de Souza Reis, que desde 1996 manteve o cognome Dino, e gravou o CD Essencial (selo Acervo, 1995), com regravações de antigos sucessos ao lado de músicas novas. Deny participou também de shows comemorativos dos 30 anos da Jovem Guarda e passou a apresentar programas de rádio dedicados ao rock das décadas de 1950 e 1960.
Atualmente Deny mora no bairro do Jardim Suarão, na Baixada Santista.





domingo, 18 de novembro de 2012

TOMMY JAMES & THE SHONDELLS


Tommy James (nascido Thomas Gregory Jackson, 29 de Abril de 1947, Dayton, Ohio) é um cantor, músico, letrista e produtor norte-americano.
Em 1958 aos onze anos, a família de Tommy se mudou para Niles, Michigan. Aos doze anos, formou sua primeira banda, chanada Tom and the Tornadoes. In 1963, mudaram o nome para The Shondells.
Em 1964, um DJ local da rádio WNIL, de Niles, fundou seu próprio selo, Snap Records. Os Shondells foram umas das bandas locais gravadas por ele. Uma das canção foi a obscura “Hanky Panky”, de autoria de Jeff Barry and Ellie Greenwich. A canção fez muito sucesso localmente, mas o selo não tinha recursos para promovê-la nacionalmente e logo foi esquecida.


Em 1965, um DJ em Pittsburgh, Pennsylvania encontrou uma cópia de “Hanky Panky” e a tocou como se fosse “exclusiva” da rádio. A resposta dos ouvintes foi positiva, que quiseram saber onde poderiam conseguir uma cópia do “novo” compacto. Um outro DJ começou a tocar a canção em festas locais. De olho na demanda, um pirata local gravou a canção do rádio em fita cassete e começou a prensar cópias da mesma. As vendas da cópia pirata foram estimadas em 80.000 unidades. O DJ de Pittsburgh “Mad Mike” Metro localizou Tommy James e informou a ele que a canção era o maior sucesso da cidade. Tommy quase desligou o telefone na cara do DJ, mas foi convencido a ir para a Pennsylvania e fazer aparições promovendo o não mais esquecido compacto. Logo, Tommy estava em Nova York vendendo o master original de “Hanky Panky” para a Roulette Records. No final do verão de [1966], era o compacto mais vendido do país.


Os Shondells tinham há muito se separado, e não quiseram reunir a banda para viajar para Pittsburgh. Tommy voou para lá sozinho, e localizou uma banda local chamada The Raconteurs para se tornarem os substitutos dos Shondells. O grupo precisava continuar, e escolheu uma canção chamada “Say I Am (What I Am)”. Embora não tenha tido o mesmo sucesso de “Hanky Panky”, alcançou a 21ª posição nas paradas no mesmo ano.
A Roulette escalou os letristas Richie Cordell e Bo Gentry para a tarefa de escrever as canções para o [Tommy James & The Shondells]]. De 1967 a 1969, o grupo conseguiu um sucesso após o outro no selo Roulette, incluindo as cinco que chegaram às dez primeiras posições: “I Think We’re Alone Now”, “Mirage”, “Mony Mony”, “Crimson and Clover” (o segundo e último a chegar na primeira posição nos EUA, “Sweet Cherry Wine”, e “Crystal Blue Persuasion”.
Tommy James and The Shondells se separaram em 1970. Tommy seguiu carreira solo, e alcançou as paradas novamente com “Draggin’ the Line” (4º lugar em 1971) e “Three Times In Love” (19º lugar em 1980). Tommy ganhou 23 compactos de ouro, 9 discos de ouro e platina e vendeu mais de 100 milhões de discos no mundo todo. Ele também escreveu o hit “Tighter, Tighter” em 1970 para o grupo Alive ‘N Kickin’, que vendeu milhões de cópias.

“Mony Mony foi creditada a Tommy James, Bo Gentry, Richie Cordell, e Bobby Bloom, cuja gravação “Montego Bay” tinha alcançado o Top 10. “Mony Mony” foi a única canção que ficou entre as vinte mais tocadas no Reino Unido: alcançou o número 1, enquanto que nos EUA foi o número 3.
- A canção “Mirage” usa as cordas e a estrutura de “I Think We’re Alone Now” tocadas ao contrário. Foi criada quando a canção original estava sendo tocada ao contrário, enquanto escreviam as letras.
- A capa do disco “It’s Only Love” foi a primeira foto profissonal tirada por Linda Eastman McCartney em 1966.
- O título Mony Mony foi inspirado no nome de uma compania de seguros chamada Mutual Of New York, cujo logotipo podia ser visto do apartamento de Tommy em Manhattan.
- Tommy James and the Shondells recusaram um convite para tocar no festival de Woodstock, alertados pelo seu empresário, que achou que seria um suicídio para a carreira da banda.
- Tommy James and the Shondells foi um dos primeiros grupos a gravar clipes, começando com “Mony Mony” em 1968 - treze anos antes do nascimento da MTV norte-americana.
- Várias bandas regravaram sucessos de Tommy James. Joan Jett (empresariada pelo ex-Shondell Kenny Laguna) alcançou o Top 10 com “Crimson and Clover” em 1982. Em novembro de 1987 Tiffany e Billy Idol alcançaram a primeira posição respectivamente com “I Think We’re Alone Now” e “Mony Mony.”
- Mais recentemente em 2006, o trio finlandês The Micragirls incluiu uma versão de uma das músicas menos conhecidas dos Shondells, ‘Go Go Gorilla’ no seu disco ‘Feeling Dizzy Honey’.
- Quando Tommy partiu para a carreira solo em 1970, o baixista Mike Vale e o bateirista Pete Lucia formaram o Hog Heaven, e gravaram um disco pela Roulette Records.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

DE VOLTA AOS " BONS TEMPOS "

Olá Pessoal dos bons tempos que tal 20 minutos de música e  imagens do melhor dos anos 50/60


   AH!!... BONS TEMPOS

Todas as músicas são do  CD " 60's MEGAMIX 1 - Studio 99





domingo, 11 de novembro de 2012

GLENN MILLER

Trombonista, arranjador e maestro Glenn Miller, se tornou a personalidade mais popular da era swing: e sua música tem sido evocada pelo sentimento e o espírito da vida americana, antes e durante a Segunda Grande Guerra. A big band de Miller podia apresentar baladas executadas de uma forma ricamente romântica, através de quatro saxes liderados por uma solitária clarineta; e podia apresentar uma direção mais rápida e ritmada, suingando com precisão e energia.

Miller nasceu em primeiro de março de 1904, em Clarinda, Iowa, mas cresceu em Morgan, Colorado, onde ele começou a estudar o trombone. Sua formação musical terminou após um breve período na University of Colorado em Boulder. Depois, ele se integrou à banda de Ben Pollack na California em 1924. Na década seguinte, esteve com Pollack (ao lado do jovem Benny Goodman) e Red Nichols; então veio uma sucessão de apresentações em teatro, gravações com bandas e orquestras de rádio, onde trabalhou como sideman e arranjador.
Em 1937 Miller formou a primeira de suas bandas, que o levariam ao topo do sucesso. Os seus seis primeiros lados foram gravados pela Decca e alguns pela Brunswick. Outra banda foi formada em 1938, onde a clarineta já solava o que seria um de seus maiores sucessos, "Moonlight Serenade", música que Miller tinha arranjado para Noble em 1934. Em setembro de 1938 a banda assinou com a Victor através de seu selo Bluebird.
A ascensão de Miller aconteceu nos últimos meses de 1939, e em 1940 a banda apresenta o que seria seu maior sucesso até então, o hino do swing, "In The Mood". Jerry Grey veio a ser um proeminente arranjador e compositor de originais do swing como "Pennsylvania 6-5000", mas a maior característica das baladas de Miller, tinham o formato em que a seção de palhetas harmonizam junto com a de sopros e os trombones davam um colorido todo especial.

No outono de 1942, depois de fazer dois dos melhores filmes de swing bands,“Sun Valley Serenade” e “Orchestra Wives”, Miller desistiu da mais popular banda da América e ofereceu seus serviços para defender sua pátria na guerra. Na Força Aérea Americana, no início, suas tarefas eram apenas as da burocracia. Mas Miller pressionou para aumentar o seu papel e finalmente ficou como responsável pela banda do Technical Training Command na Yale University, uma unidade em que Miller tinha em suas mãos grandes instrumentistas vindo das melhores bandas de swing, incluindo nomes como Ray McKinley and Mel Powell.


Em junho de 1944, a base de operações de Miller estava ancorada na Inglaterra, em Bedford, onde trabalhava com shows dançantes, concertos, apresentações radiofônicas e sessões de gravação. Depois de ser liberado para a França, Miller foi transferido para Paris. A banda chegou em dezembro, para um programa de Natal, mas o pequeno avião em que Miller viajava desapareceu no Canal da Mancha, no dia 15 de dezembro."


Toda sua vida é retratada no filme biográfico do próprio Glenn Miller chamado Música e Lágrimas (The Glenn Miller Story) de 1954.
Estão no elenco do filme James Stewart e June Allyson.


AH!!..."BONS TEMPOS"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ALMANAQUE DO BIOTÔNICO FONTOURA

Almanaque do Biotônico Fontoura (popularmente conhecido apenas por "Almanaque Fontoura") foi uma revista anual de divulgação publicitária do Biotônico Fontoura, produto criado pelo farmacêutico brasileiro Cândido Fontoura, distribuído gratuitamente como brinde pelas farmácias do país, de conteúdo recreativo e informativo de curiosidades, idealizado originalmente por Monteiro Lobato.


Editado e ilustrado por Monteiro Lobato, o Almanaque teve a sua primeira publicação em 1920, numa tiragem de cinquenta mil exemplares.
A sua tiragem foi crescendo a ponto de entre as décadas de 1930 a 1970 terem sido distribuídos entre dois e meio a três milhões de almanaques. No ano de 1982 sua tiragem foi de cem milhões de exemplares

Conteúdo
O Almanaque trazia um conteúdo variado, como horóscopo, dias bons para a pesca (fases da lua), passatempos e até história em quadrinhos, como a que retratava a personagem lobatiana Jeca Tatuzinho (baseada em sua criação, Jeca Tatu.)

Lançado em 1924, Jeca Tatuzinho veio ensinar noções de higiene e saneamento às crianças, por meio do personagem-símbolo criado por Monteiro Lobato. Adaptado no ano seguinte e, ao que consta, oferecido a seu amigo Cândido Fontoura para promoção dos produtos do laboratório Fontoura Serpe & Cia, em especial do Biotônico, chegaria a 100 milhões de exemplares no centenário do escritor. 

A figura da mulher ao lado, segurando e/ou exibindo um frasco de Biotônico Fontoura era uma constante nas capas desse Almanaque. Pessoas de destaque no meio artistico figuraram nas capas do Almanaque Biotônico Fontoura.





domingo, 4 de novembro de 2012

SERGIO MURILO

Sergio Murilo nasceu como Sergio Murilo Moreira Rosa, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro no dia 2 de agosto de 1941 e foi um garoto precoce, que aos 12 anos de idade já animava um programa infantil na extinta TV Rio. Aos 15 anos de idade já cantava no programa “Os Curumins” da Rádio Tamoio.
Em 1956, já era considerado como melhor de cantor de rock and roll e aparecia com freqüência no programa “Trem da Alegria” da Rádio Tamoio, com músicas rock-balada muito em voga na época e principalmente embaladas no mesmo caminho do estilo de canções que faziam sucesso com cantores como Tony e Celly Campello.

Em 1959, começou a participar no programa do Paulo Gracindo na rádio Nacional, quando conheceu o compositor Edson Borges e por intermédio dele conseguiu um contrato com a gravadora Columbia e lançou seu primeiro disco cantando a toada “Mudou Muito”, composição de Edson Borges e Enrico Simonetti e também um samba canção chamado “Menino Triste” de Edson Borges.
Nessa mesma época chegou ao sucesso com a música “Marcianita” de Marconi e Alderete, uma versão de Fernando César, que se tornou um clássico, que chegou a ser reagravado mais tarde por Raul Seixas e Caetano Veloso.
Também obteve um grande sucesso com a música “Broto Legal” de Barnhat, cuja versão foi feita pelo humorista Renato Corte Real. O sucesso levou a participar de filmes como “Alegria de Viver” e também recebeu uma grande reportagem na revista Radiolandia.

Também participou do filme “Matemática Zero, Amor Dez” de Carlos Augusto Hugo Christensen, onde cantou a música “Rock da Morte”. Seus sucessos continuaram até por volta de 1963 a 1964, onde se apresentava freqüentemente no programa “Alô Brotos”, com Sonia Delfino. No auge de sua carreira foi considerado pela Revista do Rock como o Rei do Rock devido ao seu sucesso cantando versões de sucessos norte-americanos, em especial de Neil Sedaka e Paul Anka.
Sérgio Murilo também foi um dos primeiros cantores brasileiros de rock a mexer os quadris a la Elvis Presley e também considerado como o pioneiro do rock pauleira ao lançar a música “Lúcifer” que chegou a ser bastante criticada, por ser muito avançada para a época.

Depois dessa época sua carreira já entrava em decadência e quando surgiu o programa Jovem Guarda, Sérgio Murilo já era um nome pouco cogitado. Mesmo assim surgiram na época diversas fofocas, como a de ter ficado magoado por não ser convidado a comandar o programa Jovem Guarda e coisas do gênero, mas eram apenas fofocas. Na realidade nada disso realmente aconteceu e só não foi convidado porque seu estilo já não mais combinava com a época.
Em 1963 obteve um grande sucesso no Peru chegando a receber um prêmio como o “Artista Estrangeiro mais Popular” e o “Microfone de Prata”. Com seu sucesso em decadência no Brasil, há notícias de que trabalhou cantando no Peru e também continuou a gravar seus discos até o início dos anos 70.

Depois disso muito pouco se sabe a respeito de sua carreira, de sua vida de modo geral. Sabe-se apenas que se formou em Direto pela Faculdade Cândido Mendes e por muitos anos trabalhou como advogado. Também há notícias que gravou em 1978 músicas em ritmo de discoteca no Peru, incluindo a música “Eu sou a Mosca que Pousou na sua Sopa” de autoria de Raul Seixas, em estilo discoteque.
Em 1989 chegou a gravar um LP com coletâneas de seus antigos sucessos, e também com músicas inéditas, mas a coisa não aconteceu. O cantor morreu no dia 19 de fevereiro de 1992, bem jovem, aos 50 anos de idade. Infelizmente seu nome se tornou muito pouco conhecido nos dias atuais, e poucos são as referências que podem ser encontradas a seu respeito atualmente.