quarta-feira, 24 de outubro de 2012

RADIONOVELAS

Há anos atrás quando a Tv não era comum nas casas brasileiras, o que imperava era o rádio em sua época de ouro. Para quem não viveu esse momento é difícil imaginar como seria uma novela pelo rádio, mas era assim que acontecia. O gênero era narrado e o ouvinte tinha apenas a missão de imaginar o que o narrador ia dizendo através dos sons, das canções e dos barulhos que simulavam o que estava acontecendo, como uma batida de porta ou o som de algo que caía.

Um dos grandes sucessos da radionovela foi “O direito de nascer” que em 1951 se tornou muito conhecida e ouvida por várias pessoas que não perdia nenhum capítulo sequer.  A trama foi escrita por Félix Caignet e apresentava ao todo 314 capítulos e contava com um excelente elenco. A historia se passa em Cuba na cidade de Havana  no século XX onde a jovem Maria Helena acaba por enfrentar uma difícil situação ao engravidar do noivo Alfredo que se nega assumir o filho.
É uma verdadeira história que emocionava a todos os ouvintes da década de 40 e 50, anos mais tarde a história passou a ser televisionada como as tradicionais novelas da atualidade. Em 1964 recebeu sua primeira versão pela Tv Tupi e Tv Rio ficando no ar até o ano seguinte, já a segunda versão da trama foi ao ar em 1978 pela Tv Tupi às 19h30min ficando no ar até março de 1979, e por ultimo a terceira edição foi em 2001 quando o SBT resolveu resgatar esse sucesso da dramaturgia exibindo em maio daquele ano com direção de Roberto Talma.
Com certeza “O direito de nascer” foi um marco para a historia da radionovela, pois conquistou muitos ouvintes que até hoje não se esquecem da historia de vida de Maria Helena.
As radionovelas foram fundamentais para que a história do rádio brasileiro se configurasse, elas estimulavam a imaginação dos ouvintes, usando efeitos sonoros que vinham da criatividade dos contra-regras. Antes a rádio era direcionada ao público masculino e a rádionovela foi uma grande sacada, pois fez com que aumentasse o público-alvo, ja que era direcionada ao público feminino, e assim cresceu também o lao comercial do rádio...

Me lembro perfeitamente na minha infância, que ficava  ao lado de minha mãe ouvindo as radionovelas da rádio Nacional e Piratininga.


AH!!...BONS TEMPOS

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