quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CHUCK BERRY



Charles Edward Anderson Berry foi um dos precursores do rock and roll e um de seu maiores representantes. Ainda criança se iniciou na música, em corais evangélicos, levado pelo pai que era pastor protestante. Aos 14 anos teve seu primeiro contato com uma guitarra, pouco antes de passar uma temporada em um reformatório, por furto.

Ao ficar livre, Berry havia se desinteressado pela música e trabalhou alguns anos em uma fábrica de automóveis. Por pouco não se tornou cabeleireiro. Apenas em 1946, voltou a tocar. Em 1952 tocava profissionalmente em uma banda de estilo blues-country. A medida que o guitarrista se destacava como atração principal dos palcos onde se apresentava, o nome do grupo foi mudado para Chuck Berry Combo. Participavam da banda Eddie Hardy (baterista) e Johnnie Johnson (o homenageado oficial da música Johnny B. Goode) e a quem Berry chamada de "o melhor pianista".




Em 1955 iniciou sua carreira na Chess Records em Chicago. Gravou (com Willie Dixon no piano) duas músicas: "Ida May" (mais tarde regravada como "Maybellene") e "Wee Wee Hours". O single chegou ao quinto lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. Menos de um ano depois, Berry já vendia mais discos que todo o staff da gravadora. Misturando o country e o blues, com narrativas sobre o cotidiano da juventude, o amor e carros velozes, estourou naquele mesmo ano com "Maybellene".

O toque inconfundível de sua guitarra imortalizou hits como: "Johnny B. Goode" (1958), "Roll Over Beethoven" (l956) e "Sweet Little Sixteen" (1958). O segredo para conquistar seus ouvintes era prestar atenção na reação de sua audiência e dar a ela o que queria. Tinha uma incrível presença no palco, tocando a guitarra, gesticulando, correndo e fazendo o seu clássico "duck-walk". Por essa razão sua música atravessou gerações, sempre falando diretamente aos jovens.

Não era raro o músico estar envolvido em polêmicas. Devido a uma delas, por levar uma prostituta de quinze anos para trabalhar em um de seus bares, foi condenado em 1962 e cumpriu dois anos da sentença.

Depois disso sua carreira nunca foi totalmente recobrada, embora em 1972 "My Ding A Ling" tenha sido a maior gravação de sucesso de sua carreira. Em 1979 teve novamente problemas com a justiça e em 1990 foi preso sobre acusação de ter instalado uma micro-câmera no banheiro feminino de seu restaurante.

Em 1986 tornou-se um membro inaugural do Hall da Fama do rock and roll. Suas autobiografia foi publicada em 1988.

Chuck Berry é um ícone que estabeleceu o rock como uma forma musical e uniu o mundo dos negros e brancos na música. Influenciou Elvis Presley, The Beatles, Rolling Stones e mais recentemente, Eric Clapton, que declarou que, se não fosse Chuck Berry, ele jamais teria pegado em uma guitarra.





Em 1987, foi lançado um filme como forma de comemorar os 60 anos de Berry. É um documentário permeado por um excelente show, com uma super-banda formada por músicos exemplares, entre eles Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. Os arranjos das canções estão muito superiores aos dos discos originais, muito por conta da banda e dos convidados. Além da super-banda, Berry está muito bem acompanhado com suas participações especiais: Robert Cray, Eric Clapton, Julian Lennon, Etta James entre outros. O documentário também é legal, mas fica ofuscado pelo excelente show. Tem depoimentos interessantes de grandes fãs como John Lennon, Clapton e de seus contemporâneos Little Richards, Roy Orbison e Bo Diddley. E ainda uma breve entrevista com o diretor.

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Para baixar o filme é preciso baixar as 02 partes e juntá-las numa mesma pasta. Quando extrair a primeira parte, a outra virá junto automaticamente.

PARTE 1

PARTE 2

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