domingo, 28 de novembro de 2010

PARA RECORDAR




Todo domingo, às 20h, as famílias brasileiras reuniam-se para acompanhar as peripécias de outra família: a Família Trapo. Encenado no Teatro Record, em São Paulo, o programa humorístico foi líder absoluto de audiência nos cinco anos em que esteve no ar, de 1967 a 1971. Criado por Jô Soares e Carlos Alberto de Nóbrega, era dirigido e produzido por Manoel Carlos, que passou a revezar as funções com Nilton Travesso e Tuta de Carvalho a partir de 1969.

O sucesso estrondoso provocou mudanças no segundo ano da série. Os autores escreveram um episódio em que a família ganhava na loteria e mudava-se para uma casa maior. Surgiu também um novo personagem, o mordomo Gordon, interpretado por Jô Soares.

Ao elenco, formado pelo pai, Pepino Trapo (Otelo Zeloni); pela mãe, Helena (Renata Fronzi); pela filha, Verinha (Cidinha Campos); e pelo irmão, Sócrates (Ricardo Corte Real), somavam-se diversos convidados especiais, como Pelé, Hebe Camargo e Elizeth Cardoso.

Mas quem roubava a cena era mesmo Ronald Golias, na pele do insolente tio Carlos Bronco Dinossauro.

Com o bordão ” Essa família vai mal!”, improvisava à vontade, freqüentemente deixando os colegas de cena atônitos. Momento histórico da nossa televisão, o seriado serve e serviu de inspiração para programas como Sai de Baixo, A Grande Família e Toma Lá, Dá Cá. Restaram pouquíssimas fitas com episódios de Família Trapo. Algumas se perderam em incêndios; outras foram reaproveitadas pela emissora para gravações de outros materiais.


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